mayanlord2012
É preocupante o enfraquecimento gradual do campo magnético da Terra, um fenómeno conhecido há muito tempo. Calcula-se que no último século e meio a sua intensidade se reduziu pelo menos em dez por cento, apesar de em zonas como a Anomalia do Atlântico Sul estar a diminuir dez vezes mais depressa que noutros lugares.
Segundo um estudo científico publicado em Nature Geoscience, este enfraquecimento poderia provocar uma iminente inversão magnética dos pólos.
A Terra, da mesma forma que outros planetas do Sistema Solar, possui um campo magnético que se estende do núcleo até ao exterior, que vai perdendo progressivamente intensidade.
Graças a este campo, o planeta comporta-se como um íman gigante com dois pólos magnéticos que se encontram próximos dos pólos geográficos – o pólo norte magnético está actualmente a 1.800 quilómetros do pólo norte geográfico.
O campo magnético terrestre forma um escudo protector contra o vento solar, que é o fluxo de partículas carregadas de alta energia proveniente do Sol.
Este escudo, conhecido como magnetosfera, é o que protegeu sempre a vida da Terra contra grande parte da radiação que vem do Sol.
Tem-se verificado que a magnetosfera nem sempre teve a mesma força, já que está dependente de oscilações naturais de máxima e mínima intensidade.
Actualmente, a magnetosfera está a enfraquecer progressivamente, mas considera-se que os níveis se encontram ainda acima da média quando comparados com outros períodos recentes.
No entanto, um estudo científico acaba de assinalar que oscilações menores e mais rápidas poderiam diminuir a protecção da magnetosfera numa questão de meses.
O geofísico Mioara Mandea, do Centro de Investigação Alemão GFZ, estuda há anos como os súbitos movimentos de fluidos no interior do núcleo da Terra podem alterar a protecção magnética.
Concretamente, faz referência a mudanças que estão a ocorrer na zona conhecida como Anomalia do Atlântico Sul, um ponto frágil na borbulha magnética protectora da Terra.
O campo magnético da Terra enfraqueceu pelo menos 10% nos últimos 150 anos, o que poderá significar uma próxima inversão dos pólos. Esse enfraquecimento não implica necessariamente a proximidade de uma inversão, mas de uma probabilidade da mesma.
Apesar do seu trabalho ser um dos mais recentes, existem mais estudos que o corroboram. Ainda assim, o consenso geral não existe.
A comunidade científica reconhece que as inversões geomagnéticas são de natureza caótica e não há forma de predizê-las.
Tanto poderiam suceder agora como dentro de milhares de anos. Graças a indícios registados nos sedimentos marítimos, sabe-se que nos últimos cinco milhões de anos, o campo magnético terrestre sofreu mais de vinte inversões, a última das quais há 780.000 anos.
O que poderia acontecer com uma mudança súbita dos pólos magnéticos Norte-Sul é um tema amplamente discutido e sobre o qual não existe consenso científico.
O que se sabe é que a mudança traz consigo um enfraquecimento do campo magnético, seguido de um período de recuperação e reorganização da polaridade oposta.
O efeito mais referido é a vulnerabilidade da Terra perante as tempestades solares. O próprio Mandea afirma que “se houvesse tempestades magnéticas e partículas de alta energia provenientes do Sol, os satélites poderiam ser afectados e perderem as ligações”.
Uma pressão do vento solar suficientemente intensa sobre uma magnetosfera débil, poderia alterar as órbitas dos satélites, danificar as comunicações de todo o planeta, avariar todo o tipo de equipamentos eléctricos e até afectar as pessoas se a radiação fosse bastante intensa.
Como tantos processos naturais movidos por forças caóticas, é imprevisível conhecer quando irá acontecer a próxima inversão magnética polar. Podemos nunca saber ou poderemos vivê-la em breve.

Gil Leite
(Segundo artigo de José Lopez na revista Fusion)
catastrofe

J. Azevedo
Talvez as empresas portuguesas, o governo e os consumidores portugueses, possam mudar de mentalidade e queiram realmente levar este País para a frente, que tanto merece pois oferece condições únicas em várias vertentes.

O Ministério da Economia de Espanha estima que se cada
espanhol consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria muitos postos de trabalho.

Se mudarmos a nossa mentalidade, como empresários e quisermos mesmo produzir e competir no mercado internacional, temos primeiro que consolidar o interno, tendo objectivos bem delineados, com cabeça , tronco e membros, ou seja, a curto, médio e longo prazo, se o Governo ajudar a implantar essa mentalidade, se ajudar com incentivos (não monetários) a reerguer as nossa tradições que se estão a perder. Se impulsionar a remodelação, formação, marketing e regulação de actividades desde sempre nobres no nosso País, como a pesca, a agricultura, o artesanato, o calçado e vestuário, a produção de transformação alimentar como as conservas e não só, o azeite, o vinho, os queijos, etc..bem como reaproveitamento de estruturas quase devolutas, como o grande complexo Industrial do Barreiro, a Lisnave, etc….por exemplo, reaproveitados para fabrico 100% Português de carros para serviço público, como táxis, ambulâncias, carros de apoio aos serviços municipais, helicópteros de apoio a incêndios e salvamento, barcos para recompor a nossa frota pesqueira, posteriormente poderíamos concorrer e servir os novos países da C.E.E., bem como um pouco por todo o Mundo a pouco e pouco….etc…etc…etc…

Os consumidores, devem preferir os produtos Portugueses que muitas vezes são preteridos por outros estrangeiros de muito menor qualidade e com preços semelhantes, mudar a mentalidade de há 40 anos , que o estrangeiro é que é bom. Precisamos é de portas abertas, de querermos trabalhar, ideias e vontade, muita vontade, uma nova mentalidade mais independente e menos queixosa por tudo e por nada, mais rigor e imparcialidade, mais cumprimento e rapidez de decisão, maior fluidez e capacidade na justiça, melhoradas condições e aproveitamento para quem mostre valor e conhecimento, uma maior agressividade comercial e gosto e estima por nós e pelo País. Temos e mudar, temos de querer acordar…todos!!

João Azevedo

saramago
Ainda não se calaram os ecos da boçalidade de Maitê Proença, eis que os nossos sentidos são feridos pelas afirmações de José Saramago.
Ataca de maneira insana a Igreja.
É triste que o faça numa cidade próxima do berço da Nacionalidade e de catolicismo enraizado, que o acolheu como pessoa de bem e para a apresentação de mais um livro de conteúdo pseudo-bíblico.
Pode parecer presunção da minha parte, mas nunca reconheci a Saramago mais mérito para a atribuição do Nobel da Literatura do que a outros autores nacionais.
Estou a lembrar-me de Vergílio Ferreira, Fernando Namora ou até Agostinho da Silva.
Mas, creio que na atribuição de certos Prémios Nobel que pode ser baseada em critérios subjectivos, há forças ocultas que movimentam influências que descartam o mérito em favor de outros factores.
Como pessoa, sou insignificante perante a personagem que é Saramago. Ele soube trilhar o caminho do sucesso e é um homem de sucesso.
Mas não é um homem bom, nem um homem de coragem.
Reconhecer-lhe-ia coragem, se ele atacasse o Islão com o mesmo veneno que ataca a Fé Cristã.
Eu, autor destas linhas, tal como Saramago, sou ateu.
Sou ateu, mas tenho a abertura mental para perceber que a Bíblia foi ao longo de dois milénios um código de boas maneiras e de sã convivência dentro do espaço cristão.
Que se cometeram barbaridades em nome do cristianismo, estamos de acordo. Mas não foi a Bíblia que os desencadeou, foram as formas tortuosas de a interpretar.
Sou ateu, mas tenho abertura mental para perceber que a Fé Cristã foi o cimento que uniu os europeus, que instituiu valores, que ensinou os povos a distinguirem o Bem do Mal.
Sou ateu, mas sei, e Saramago também sabe mas “esquece”, que a Igreja está por trás da principal acção social das sociedades europeias, contribuindo de forma demasiado significativa para dois pilares essenciais dessas mesmas sociedades, o Ensino e a Saúde, para além do apoio aos mais desfavorecidos.
Sou ateu, mas tenho abertura mental para perceber que nem todos estão prontos para a Vida sem os ensinamentos da Bíblia, e que o seu abandono está a criar as sociedades ditas modernas, sem princípios nem valores, baseadas no egoísmo, no individualismo e no consumismo.

Mas não é só o factor anti-religioso deste falso português que me revolve as tripas… desculpem-me a vulgaridade da expressão.
Saramago é igualmente anti-português ao assumir repetidamente o seu iberismo.
Cegueira política, para quem escreveu um ensaio sobre a cegueira.
Não sabe que é bem mais provável que a Espanha se desagregue, que a Catalunha e o País Basco se tornem independentes, do que a Ibéria se torne um só país.
Não sabe que catalães, bascos e galegos se sentem prejudicados pelo governo de Castela.
Não sabe que no contexto Ibérico Portugal seria mais uma região autónoma periférica de Espanha e que nada lucraria com isso.

Não sei se este homem detestável, antipático e arrogante que se diz comunista contribui de algum modo para o bem dos que os rodeiam, já que através dos livros publicados e do próprio prémio Nobel está no patamar das pessoas que possuem rendimentos bem acima do limiar da pobreza…

Resta-me desejar que seja encontrada uma forma legal de o privar do uso da nacionalidade Portuguesa, pois incomoda-me… e não só a mim, partilhar com ele a MINHA nacionalidade
Carlos Branco
Imagem retirada do site www.áreamilitar.net
SaramagoFranco1

burro-shrek1
A nossa abordagem à questão da Maitê Proença não enferma de revolta, nem penso que Portugal e os Portugueses se deviam sentir ofendidos.
Ofende-nos quem pode, não quem quer… e a pobre criatura, por acaso uma bonita mulher, apenas se ofendeu a ela própria, entre a ignorância, a falta de sentido humor e a falta de inteligência.
Neste contexto, publicamos aqui as palavras do nosso camarada Luís Marques
Carlos Branco

Maitê Proença ofende(?)
Era uma vez uma sujeita
Que pensava ter vida feita
Arrumou sua bagagem, camera man e criadagem
Com destino a Portugal, no objectivo falar mal
Logo desde início traçado na sua grande viagem

Logo assim que aterrou
O território demarcou
Tal era a sua ânsia de grande protagonismo
Trocando a verdade histórica por algo sem eufemismo
Plagiando um heroísmo que nunca o sol tinha visto
Sete pedras e um papel faziam dela o novo Cristo

Começou sua aventura na nobre vila de Sintra
Ajeitou sua cinta e começou a desbobinar
Zombando da sorte do 3 que ao contrário todos finta
Incrédula se pôs a brincar com a sorte que dá azar
Ó penumbra alheia que não vê a real mística sucinta
Da nobre vila portuguesa, património mundial

Dando uns passos mais adiante vai directo para Belém
Nome mágico por natureza, escapa um pouco á avareza
Porque da gula também se peca mesmo não tendo vintém
São bons sim senhor, os pastéis de Belém feitos com destreza
Frutos de tempos idos genialidade portuguesa

Genialidade e mestria presentes naquele grande convento
Mesmo perto do Tejo, que ora é rio, ora é mar em comunhão com o doce vento
Caravelas de lá partiram para nunca mais regressar
Quantas viúvas amarguradas, quantas vidas perdidas, o resumo final: 20 anos de Salazar?
Um homem importante, para o bem ou para o mal, mas muito mais havia a dizer do Tejo e do bravo mar

Do heróico Vasco da Gama e do ilustre Camões
Nem a passagem do tempo os apagou, sendo mais forte que mil leões
Também Fernando se junta a eles na pura essência cultural
Apanágio de todo um povo que a ferros construiu Portugal
Por 900 anos já andámos e outros tantos vamos andar, digam bem ou digam mal
As pedras daquele monumento não as comem, nem o sol e nem o sal

Do bom gosto dos lusitanos já foi mais que provado
Deve ser esse o nosso fado, agradar sem pretensões
Dando ao mundo grandes lições de ir buscar tudo ao mar
Até nova arte inventar, por todo o mundo recolher para a obra logo nascer
O Manuel que era rei, muito antes de ser padeiro, fez a obra crescer
Pela fé e pela pátria o convento mandou fazer, que de mal ninguém pudesse dizer

Já do mouse não se sabe se é fêmea, ou se é macho
É um plástico com uma rodinha, coisa moderna, a evolução
Chega até a ser mais importante que um canal de Televisão
Muito técnico e futurista, mais útil que um vulgar tacho
Dependendo de quem o usa pode ser um berbicacho

Uma aparição em todo o lado, e não custa muito dinheiro
Toda a gente o acompanha desde o técnico ao porteiro
Á quem o confunda com a simples capivara
Fazendo voz de arara num colossal pardieiro

Mas quem muito fala e pouco acerta
Cedo fica com a boca seca
Chega perto da bela fonte, vai formosa mas não segura
Toda a boca em tal secura, que só resta uma palheta
Que escorrega pela boca, parece até que foi punheta

Perdoem-me a palavra dura, mas estava a precisar
Das muitas injustiças vistas, a da fonte foi piorar
Já de volta á sua pátria e junto com suas peruas
Zombam todas das desventuras que nos fizeram passar
Mal sabem coitadas a tamanha confusão que vieram cá armar

Coisa triste certamente, falar mal daquilo que é seu
Não existe racionalidade que sobreviva ao que aconteceu
Assim se fazem certas histórias difíceis de esquecer
Mas existe sempre alguém com humildade para as escrever

Que não muito perfeitos e que muita coisa está mal
Todos sabemos ao nascer
Mas á bem piores que nós e que todo Portugal
Em vez de opinarem com a mania das grandezas
Em vez de atestados de óbito em assuntos devolutos
Façam lá um poema destes em apenas 10 minutos.

Luís Marques.
Portugal

Nesta sua crónica, Vasco Graça Moura traduz de forma clara a revolta de todos os portugueses que não se revêem na política de Sócrates, incluindo, é claro, a revolta daqueles que militam nos pequenos partidos, que mais uma vez ficam esquecidos do grande eleitorado.
Apenas acrescentamos que não reconhecemos autoridade moral para criticar o estado da Nação àqueles que, abstendo-se, se mantiveram à margem da verdadeira luta política.
Acrescentamos ainda, que não existem hoje razões, para além da miopia política, que justifiquem que haja nacionalistas que não tenham votado no PNR
Carlos Branco
moura
O povo português acaba de demonstrar a sua fatal propensão para viver num mundo às avessas. Não há nada a fazer senão respeitá-la. Mas nenhum respeito do quadro legal, institucional e político me impede de considerar absolutamente vergonhosa e delirante a opção que o eleitorado acaba de tomar e ainda menos me impede de falar dos resultados com o mais total desprezo.
Só o mais profundo analfabetismo político, de braço dado com a mais torpe cobardia, explica esta vitória do Partido Socialista.
Não se diga que tomo assim uma atitude de mau perdedor, ou que há falta de fair play da minha parte. É timbre das boas maneiras felicitar o vencedor, mas aqui eu encontro-me perante um conflito de deveres: esse, das felicitações na hora do acontecimento, que é um dever de cortesia, e o de dizer o que penso numa situação como aquela que atravessamos, que é um dever de cidadania.
Opto pelo segundo. Por isso, quando profiro estas e outras afirmações, faço-o obedecendo ao imperativo cívico e político de denunciar também neste momento uma situação de catástrofe agravada que vai continuar a fazer-nos resvalar para um abismo irrecuperável.
Entendo que o Governo que sair destes resultados não pode ter tréguas e tenciono combatê-lo em tudo quanto puder. Sabe-se de antemão que o próximo Governo não vai prestar para nada!
É de prever que, dentro de pouco tempo, sejamos arrastados para uma situação de miséria nacional irreversível, repito, de miséria nacional irreversível, e por isso deve ser desde já responsabilizado um eleitorado que, de qualquer maneira, há-de levar a sua impudência e a sua amorfia ao ponto de recomeçar com a mais séria conflitualidade social dentro de muito pouco tempo em relação a esta mesma gente inepta a quem deu a maioria.
O voto nas legislativas revelou-se acomodatício e complacente com o status quo. Talvez por se tratar, na sua grande maioria, de um voto de dependentes directos ou indirectos do Estado, da expressão de criaturas invertebradas que não querem nenhuma espécie de mudança da vidinha que levam e que se estão marimbando para o futuro e para as hipotecas que as hostes socialistas têm vindo a agendar ao longo do tempo. O que essa malta quer é o rendimento mínimo, o subsídio por tudo e por nada, a lei do menor esforço.
Mas as empresas continuarão a falir, os desempregados continuarão a aumentar, os jovens continuarão sem ter um rumo profissional para a sua vida. Pelos vistos a maioria não só gosta disso, como embarcou nas manipulações grosseiras, nas publicidades enganosas, nas aldrabices mediáticas, na venda das ilusões mais fraudulentamente vazias de conteúdo.
A vitória foi dada à força política que governou pior, ao elenco de responsáveis que mais incompetentemente contribuiu para o agravamento da crise e para o esboroar da sustentabilidade, ao clube de luminárias pacóvias que não soube prevenir o desemprego, nem resolver os problemas do trabalho, nem os da educação, nem os da justiça, nem os da segurança, nem os do mundo rural, nem nenhuma das demais questões relevantes e relativas a todos os aspectos políticos, sociais, culturais, económicos e cívicos de que se faz a vida de um país.
Este prémio dado à incompetência mais clamorosa vai ter consequências desastrosas. A vida dos portugueses é, e vai continuar a ser, uma verdadeira trampa, mas eles acabam de mostrar que preferem chafurdar na porcaria a encontrar soluções verdadeiras, competentes, dignas e limpas. A democracia é assim. Terão o que merecem e é muitíssimo bem feito.
O País acaba de mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro.
A partir de agora, só haverá mais do mesmo. Com os socialistas no Governo, Portugal não sairá da cepa torta nos próximos anos, ir-se-á afundando cada vez mais no pântano dos falhanços, das negociatas e dos conluios, e dentro de pouco tempo nem sequer será digno de ser independente.
Sejam muito felizes.
vgm

A Democracia é, em abstracto, o sistema perfeito.
Os partidos políticos expõe honestamente os seus projectos, projectos que cumprirão caso vençam as eleições, e, os eleitores, pessoas esclarecidas e sem interesses pessoais, votam naquele que pensam ser o projecto que melhor defende os interesses de todos.
Em abstracto.
Porque na práctica, como dizia Churchil, a Democracia é apenas o menos mau de todos os sistemas.

Porque os partidos propõem ao eleitorado programas que sabem que não vão poder cumprir, porque os eleitores votam segundo os seus interesses pessoais ou guiados por uma interpretação errónea dos dados.

Este preâmbulo aplica-se de forma integral aos partidos com assento parlamentar, já contaminados pela “sede do Poder”

Mas, o resultado das eleições em Portugal é o resultado do paradigma da Democracia.
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Ganhou um partido dirigido por alguém cuja licenciatura em Engenharia não está suficientemente comprovada. Ganhou um partido cujo líder conseguiu por uma habilidade burocrática atrasar o desenvolvimento do Processo Freeport, no qual aparentemente está envolvido pelas piores razões. Ganhou um político que pelas suas influências conseguiu silenciar uma reportagem sobre esse mesmo processo que ia lançar novos dados. Ganhou um partido indubitavelmente ligado ao Processo da Casa Pia e a casos de pedofilia. Ganhou um partido que conseguiu colocar na Assembleia da República, pela primeira vez na nossa História, um homossexual assumido e defensor dos direitos dos homossexuais.
Corrupção activa e passiva, pedofilia e homossexualidade.
São estas as ligações do partido que recolheu mais votos nas Legislativas.
E, numa altura em que se fala e se condenam pessoas pela aparente “compra” de votos, o PS, descaradamente “comprou” os votos de uns 300.000 portugueses através da garantia de continuidade do Rendimento Social de Inserção, que atinge directamente 135.000 agregados familiares com cerca de 300 mil eleitores. Outra via utilizada para a “compra” de votos, foi a distribuição dos computadores Magalhães, que deixaram os eleitores à espera “do que ele nos dará na próxima legislatura”.
E todo este investimento na “compra” de votos foi feito ao longo da legislatura anterior, sempre com grandes sorrisos, grande pompa e circunstância, e usando os dinheiros de todos nós, através do Orçamento do Estado.
Manuela
Mas a vitória dos pseudo-socialistas deveu-se igualmente ao deserto de ideias evidenciado pelo seu adversário directo, o PSD, cujo projecto se anulava perante o do PS, de tão iguais serem na essência.
Paulo Portas
Soube fugir a esta mediocridade política Paulo Portas, que defendeu temas caros aos Nacionalistas e à Direita tradicional, como a Segurança, a Imigração, o Emprego, a Saúde e o Ensino. No entanto durante os debates foi possível entrever uma postura demo-liberal em política económica, que definitivamente é um modelo económico errado conforme comprovou a mais recente crise económica internacional.
louca
Preocupante a subida do Bloco de Esquerda, uma esquerda que a coberto de medidas justas sobre o Trabalho, Economia, Saúde, Ensino, esconde as suas intenções verdadeiras, a desagregação das Famílias, a imigração sem regras, a destruição da Cultura Europeia e a sua substituição por um “melting pot” cultural, a anarquização do tecido social, a liquidação dos valores que nos são caros.
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O PCP, o último dos partidos com assento parlamentar, caminha penosamente para a extinção, porque não conseguiu adaptar-se aos novos tempos, e também porque por uma questão de honestidade política não usou a demagogia, a fórmula mágica para se vencer eleições em democracia. Não percebeu igualmente que imigração gera excesso de oferta de mão-de-obra e faz baixar o custo do Trabalho: para defender os trabalhadores tem que atacar a imigração.
Atenas
É este o paradigma da Democracia, que teve o seu berço na Grécia Antiga, há mais de 2.500 anos. Quem melhor conseguir enganar os eleitores vence. Quem tentar ser igual a si mesmo, ser fiel a princípios e a uma linha ideológica, quem tentar jogar honestamente, encontrará sempre obstáculos.

Mas, desta vez os Portugueses tinham alternativas aos partidos do Sistema.
À excepção do MEP e do PND, que de algum modo estiveram ligados ao Sistema que tem sido responsável pelo descalabro político português, havia várias formações políticas alternativas e com projectos bastante claros.

Venceu o imobilismo político e o clientelismo, por parte da maioria dos que votaram, venceu o comodismo, a inépcia, a falta de visão, por parte dos que se abstiveram.
A estes últimos não reconheço legitimidade para protestarem contra o estado da Nação. O protesto, esse seria válido através do voto em branco ou um num dos partidos que não tem responsabilidade directa no descalabro a que chegou Portugal.

Carlos Branco

“Com o intuito de o objectivar, alterámos o título da peça que a seguir reproduzimos integralmente e devidamente autorizados pelo autor”

mapa_pt_turquia
“Conforme se pode observar no mapa da Europa, outros países europeus tem condições geográficas e culturais para aderir à União Europeia, referimo-nos, à Rússia, Ucrânia, Moldávia, Bielorússia e nações Bálticas e Balcânicas. Apenas a pressão americana e dos acólitos europeus dos EUA colocam a Turquia como candidata à UE.”
mapa-da-turquia-2

EUROPA, UMA BOMBA EM EVOLUÇÃO
(Título original)
Como é sabido só 3% da Turquia pode ser considerada (?) como sendo europeia. Contudo, nada que assuste ou, no mínimo, ponha de sobreaviso o “europeísta” Professor Aníbal Cavaco Silva, já que durante a sua recente visita oficial (igualmente recheada de aspectos turísticos) que fez aquele país, não se cansou e poupou de proclamar aos quatro ventos e urbi et orbi, que a Turquia – o maior país muçulmano junto da Europa – deve fazer parte da União Europeia.
Ora, das duas uma: ou o Professor Aníbal Cavaco Silva é manifestamente estúpido ou então é ignorante, isso, evidentemente, quanto ao que é realmente a Turquia. Até porque ir visitar a região turística da Capadócia não é exactamente o mesmo que ir visitar e conhecer toda a complexa realidade turca.
De facto, o Professor Aníbal Cavaco Silva, não conhece, nem sequer sob um ponto de vista superficial, o que nesse aspecto é absolutamente indesculpável, visto ocupar um cargo que é (pelo menos deveria ser) de alta responsabilidade política. E para quem diz estar na política com seriedade (e eu acredito que sim, notem bem) isso, porém, não basta. Também é necessário o atributo da coragem e da lucidez, tanto no pensar como no agir. Isso é indispensável. O que na focada aqui questão turca não revelou possuir. Senão vejamos. Para além das coisas também é preciso conhecer as coisas. Ou seja, o professor Aníbal Cavaco Silva desconhece (deu prova cabal disso) o que na verdade é a Turquia. O professor Aníbal Cavaco Silva, para além das suas “brilhantes” afirmações na Turquia, no fundo, evidenciou apedeutismo (analfabetismo) quanto à História, aos aspectos culturais, psicológicos e mentais do povo turco, políticos e religiosos da Turquia.
A visão que o Professor Aníbal Cavaco Silva tem das complexas realidades turcas é notoriamente reducionista. E quando uma pessoa, como o professor Aníbal Cavaco Silva, não descortina o que é óbvio… Todavia, e neste caso concreto que aqui é abordado, poderemos estar perante não apenas de um caso de natural estupidez e simples ignorância. Poderemos também estar perante um acto deliberado e calculado do professor Aníbal Cavaco Silva, ao serviço sabujo de quantos aqueles que querem ver transformada [descaracterizada] a Europa numa imensa mole multicultural que represente o fim da Civilização Cristã. Se assim é o caso (e pode também o ser), o professor Aníbal Cavaco Silva não pode tão-só ser acusado de estúpido e ignorante. Também muito justamente pode ser acusado de criminoso.
Naturalmente que nada nos move contra o Povo da Turquia que, como tal, muito respeitamos. Mas como num texto, que numa anterior matéria houve oportunidade de inserir, a mentalidade, a cultura, a História turca, a ideologia religiosa (muçulmana), para mais de elevada escala demográfica (70.586.256 habitantes), tornam absolutamente incompatível a integração da Turquia na Europa. Apesar de todos estes pressupostos aqui enunciados, os “europeístas” querem, a todo o custo (e a tremendos custos políticos, sociais e culturais), que a Turquia passe a integrar a Europa. Mas falar da Turquia implica falar igualmente do regime político militar que lá impera. E lá nada se compara com o que possa existir nos países europeus. Na Turquia predomina o poder militar. E quando um partido político tenta sair das normas, logo as espadas dos militares turcos tilintam fora das bainhas. Aliás o exército turco, para além dos aspectos das missões de Defesa Nacional e de Soberania, possui a característica de também ele ser um exército de “ordem pública”.
Na Turquia não existe verdadeira liberdade religiosa, isto no que particularmente concerne à crença judaica e cristã. O Estado na Turquia é obstinadamente “negacionista”, isso em relação ao genocídio dos cristãos arménios durante o período da Primeira Grande Guerra Mundial (1914/1918). Na Turquia quem afirme que o genocídio arménio existiu é passível de ser imediatamente preso sob a alegação do Ministério Público de crime e “ofensa” ao povo da Turquia.
Neste último acima referido aspecto, é deveras curioso que tais citados “europeístas”, sempre muito lestos e Zelotas a condenarem os revisionistas do chamado Holocausto (ou Shoa) judaico, queiram aceitar um estado (turco) que nega veementemente o mais que evidente e histórico genocídio dos cristãos arménios, cuja matança rondou 1 milhão e 500 mil pessoas. Finalmente, last but not least, os “europeístas” parecem esquecer que a Turquia tem o problema do Curdistão (18% da população turca). E não abdica desse problema porque teme que no seu território, pelo chamado efeito de “dominó”, outras suas regiões também sejam tentadas pela autonomia e mesmo até pela independência. É certo que a Turquia e os turcos existem. Mas eles existem pela vontade expressa de uma das suas etnias-directoras, isto é, dos asiático-mongóis. Foram estes que fundaram o chamado Império Otomano.
António José dos Santos Silva

(Texto enviado por um simpatizante)
crise
I have a dream…

É talvez a frase mais conhecida das proferidas no passado não muito longínquo.

Eu tenho uma teoria… (esta é minha)

E a teoria é…:

Os gajos da nota, do poder político-económico e dos meios de produção e distribuição (leia-se: políticos e patrões das grandes corporações), na sua infinita ganância pelo lucro fácil e imediato, moldaram a sociedade à medida dos seus interesses. Os políticos encheram as pessoas de impostos a pagar (desta forma garantem o dinheiro necessário para pagar as mordomias que não querem perder). Os patrões deslocalizaram as fábricas para as “economias emergentes” porque a mão-de-obra é mais barata e assim, vendendo ao mesmo preço, garantem um maior lucro.
Passaram-se uns anos e tudo corria bem. É certo que o desemprego aumentava e o dinheiro dos impostos começava a não chegar. Nada que não pudesse ser resolvido com mais uns impostos aplicados aos que ainda trabalhavam. Os patrões também começavam a não vender tanto porque havia muitos desempregados que já não compravam nada. Então os patrões diversificaram os seus negócios e dedicaram-se às energias e aos bens de primeiríssima necessidade, aumentando os preços claro está.
A história vai dar sempre no mesmo. Quem se f… é o mexilhão. Mais vai chegar um dia em que a distribuição da riqueza fica numa faixa tão esguia que vai ser o colapso. Esta crise é apenas o começo… Agora que as fábricas estão todas na China e Índia, a quem é que os gajos vão vender os produtos? Os chineses e indianos, porque têm salários muito baixos, não são os consumidores alvo. Os europeus também não porque estão todos no desemprego e não têm poder de compra. O que vai acontecer (aliás já começou…) é as grandes corporações falirem. BEM FEITA!
Quanto a mim a solução para a crise que se atravessa passa não por tentar resolvê-la mas por deixar aprofundá-la. Só assim se poderá acautelar o futuro. As tentativas que estão a ser feitas só pioram as coisas. O povo está a apertar o cinto para superar a crise. E as empresas que detêm o poder económico e a produção e distribuição de bens essenciais? (Água, electricidade, combustíveis…) Os lucros continuam a aumentar e os preços a subir. Esses não podem ter crise. Mas também vai chegar a hora deles (embora mais tarde). Hei-de ver o dia em que as pessoas vão ficar sem água e sem luz. Quando isso acontecer, como se vai gerar um problema de saúde pública, a água vai ser distribuída gratuitamente a todos aqueles que ficaram sem ela por falta de pagamento. Os outros (os que ainda pagam) vão também deixar de pagar para também terem direito a água de borla. Com a electricidade vai ser quase igual. A EDP vai vender a energia a “ninguém” e não vai ter outro remédio senão baixar os preços. Os MEOs, Vodafones, Pts e outros que tais vão ficar sem clientes porque as pessoas precisam do dinheiro para comer. Os bancos vão receber as prestações no dia 30 de Fevereiro e vão pagar aos empregados em apartamentos, móveis de cozinha, portas e janelas. Então, vão ter de deixar de explorar as pessoas para poderem simplesmente manter o negócio.
O Comendador Nabeiro disse há uns meses a um repórter televisivo que “nos tempos que correm já é bom as empresas ganharem o suficiente para se manterem a trabalhar”. É um grande homem. Pena é que os Drs. e Engs. Que mandam nesta m..da sejam eles próprios uns m..das que não enxergam nada. Acreditem… a solução para isto está em afundar mais a crise para que os poderosos sejam também atingidos. Qualquer remendo antes disso vai permitir que eles passem ao lado das dificuldades e quem vai sofrer é o povo.

Costumo, de há muitos anos para cá, contar uma história que eu inventei e que é a da Aldeia exemplo:

“Havia uma aldeia onde moravam cem pessoas que trabalhavam para um empresário muito rico. Na aldeia havia um restaurante onde as pessoas iam almoçar e jantar todos os dias porque ganhavam bem e tinham uma boa vida. Toda a produção era vendida para outras terras e a economia prosperava. Um dia o empresário fechou os campos e a fábrica e abriu novos campos e fábricas na China. As pessoas da aldeia ficaram sem trabalho e sem dinheiro. O dono do restaurante agora só tinha o empresário como cliente e aumentou os preços para poder manter o restaurante aberto. Agora o empresário pagava por cada refeição o equivalente a cem refeições. A sua ganância inicial tinha-se voltado contra si. Só tinha duas opções: ou pagava o que o restaurante lhe impunha ou deixava de comer.”

É um exemplo “no limite” mas os exemplos são para isso mesmo. A única hipótese de nos safarmos (ou os nossos filhos) é deixar que a crise bata à porta destes filhos da mãe. Ainda havemos de ver os Árabes a lamber o petróleo no deserto e os administradores da EDP a meter a electricidade no c….

Alexandre Carvalho.

chica
“Chika Onyeani, na foto, tece considerações sobre a sua própria raça, a raça negra, que se provenientes de alguém de outra raça seriam consideradas como racistas. Assim, apenas temos que subscrever as suas palavras, e exortar as pessoas a pensarem livremente, não amordaçadas pelo politicamente correcto. O texto que se transcreve saiu na imprensa sul-africana, já em plena época pós-apartheid”
Carlos branco
capitalistnigger

“Capitalitesst Nigger” é um controverso livro, publicado originalmente em Setembro de 2000, que se destaca como uma explosiva e chocante acusação contra a raça negra. De seu nome completo “Capitalist Nigger: The Road to Success” [Preto Capitalista: A Via do Sucesso] declara que a raça negra é uma raça consumista e não uma raça produtiva.

O seu autor, o jornalista nigeriano Chika Onyeani, afirma:
“Somos uma raça conquistada e é absolutamente estúpido pensarmos que somos independentes. A raça negra depende de outras comunidades para a sua cultura, a sua língua, a sua comida e o seu vestuário. Apesar dos enormes recursos naturais, os negros são escravos económicos porque lhes falta o instinto aguçado e a perspicácia corajosa da raça branca e a organizada mentalidade económica dos asiáticos”.

Preto Capitalista
Chika Onyeani, que é o editor do African Sun Times, o único semanário africano publicado nos EUA, usa sem receio a palavra “nigger” no título do seu livro – algo que, na América, quebra um tabu. Ele diz: “O que é mais importante não é o que me chamam mas sim a forma como respondo”. Para Chika Onyeani, “nós, negros, somos escravos económicos. Somos propriedade total de pessoas de origem europeia. Estou farto de ouvir negros a responsabilizar outras raças pela sua falta de progresso neste mundo; estou cansado das lamúrias e da mentalidade de vítima, das constantes alegações de racismo a torto e a direito. Isso não nos leva a parte alguma”.

“Capitalist Nigger” reserva as suas críticas mais duras aos líderes africanos que, de acordo com Chika Onyeani, permitem que europeus e outros pilhem as riquezas de África sem qualquer retorno. “África tem ganho mais fome, mais doenças e mais ditaduras. Temos hoje, em muitos casos, menos do que tínhamos por altura das independências africanas. Chika Onyeani, diz que “Capitalist Nigger” é um apelo angustiante para que a raça negra desperte, para que se levante e para que se mova.

“Temos de abandonar a mentalidade de vítimas que adoptámos há tanto tempo: a noção de que alguém nos deve algo. Temos de acabar com as lamúrias e deixar de pedir esmolas ao resto do mundo”. Para Chika Onyeani, “temos que reconhecer e aprender com os brancos e com os asiáticos o que é necessário fazer para se conseguir sucesso”

“O texto que transcrevemos é um pouco longo, mas deve ser lido, especialmente por aqueles que se queixam que os agentes da autoridade apenas servem para passar multas e que viram a cara a situações de conflito. É um grito de revolta que nos chegou, e decerto partiu de dentro de uma classe profissional que está disciplinarmente impedida de se manifestar.”

NÓS, ORGÃOS DA POLÍCIA CRIMINAL, QUEREMOS SABER COMO AGIR

Queremos que nos digam o que esperam que façamos.
Queremos que nos digam como querem que seja executada a nossa acção.
Até agora corremos por nossa conta e risco. Sacrificamos a vida pessoal e familiar, sacrificamos o nosso orçamento familiar para adquirir meios que não nos facultam e agimos de acordo com a nossa avaliação dos factos com o único objectivo de manter a Ordem Pública, a Autoridade do Estado. Quando as coisas correm mal descobrimos que não era exactamente o que a sociedade pretendia e somos punidos. E se não agimos somos acusados de complacência.
Em princípio, o POLICA está investido de Autoridade do Estado, mas em quê que se traduz essa autoridade? Como pode fazer valê-la? Como se pode mantê-la inviolável?
Fisicamente, qualquer POLICIA pode ser vencido por qualquer cidadão. Ainda não há “Super-Homens”, mas os POLICIAS também não podem usar a violência física, apenas podem defender-se da violência contra si.

Alguém acredita que basta uma ordem verbal para fazer sanar um crime, por menor que ele seja?
Sendo desrespeitada a ordem verbal, qual o patamar seguinte?
Ignorar o crime ou manter a Autoridade Pública? A que custo?
Reportemo-nos ao caso do militar da GNR condenado a 14 anos de prisão por ter disparado contra um jovem de 17 anos que lhe havia roubado um fio de ouro, causando-lhe a morte. Face à evolução da sociedade, face à queda de valores e da ordem social, este caso merece a nossa reflexão, merece por isso uma análise profunda. Aqui apenas serão lançados os dados.
O POLICIA em causa foi punido, assim o ditou a justiça. Então ficamos a saber que aquela actuação foi severamente condenada, foi considerada totalmente inaceitável.
No entanto alguém deveria dizer como ele deveria ter agido para amanhã os outros POLICIAS saberem como actuar, e o cenário que se põe é o seguinte:
O POLICIA, identifica-se e oferece resistência. Se os assaltantes prosseguirem com o roubo, o POLICIA, fisicamente em desvantagem, permite que lhe levem o fio. Posteriormente, pede apoio policial para tentar identificá-los, com ou sem sucesso dada a enorme multidão e enorme área urbana. Não se livra da vergonha pessoal, social e profissional de sendo POLICIA, ter-se deixado roubar.
No dia seguinte esse mesmo POLICIA, já fardado exerce a sua actividade na zona e passa a ser vítima de chacota social. Como pode proteger um cidadão se ele próprio tinha sido assaltado?
Mesmo que fosse possível identificar os indivíduos, o POLICIA não os levaria a justiça, por uma série de razões; A Justiça é excessivamente cara , perante o seu rendimento, e não teria apoio institucional; A Justiça é lenta e seria ineficaz pois a sua Autoridade como policia já estava ferida. Restar-lhe-ia conformar-se e eventualmente mudar de zona.
Como se sentiriam os assaltantes se o POLICIA tivesse sido assaltado sem consequências? Confiantes para tentar um patamar mais acima? Qual? Qualquer um!
Agora, digam-nos como reagiremos se, estando sozinhos, virmos um cidadão a ser roubado ou agredido por alguém fisicamente superior a nós? Deixamo-lo agir e chamamos reforços para tentar identificá-lo a posteriori? É que só dizer que se está investido da Autoridade do Estado não chega para fazer cessar a agressão. O que poderá o agressor temer quando vê um POLICIA? Nada!
Mas a estas questões há duas versões: Se quem responde for a vitima, todos os meios são aceitáveis, caso seja pai, familiar do criminoso, todos os meios são excessivos. No meio destas análises está o POLICIA que tem de tomar uma decisão sozinho!
Mas o que acontece ao POLICIA se “não viu” o cidadão a ser vitima de um crime? Nada. O que acontece se reagir e essa reacção foi desproporcionada? Severamente condenado!

Então em que ficamos? Que querem de nós que ainda não somos Super-Homens?
Quem rouba um fio a um POLICIA também pode roubar a arma. Não?! Então, se amanhã um grupo de delinquentes abordar um POLICIA e lhe exigir a arma, como deve reagir?
Fisicamente inferiorizado, usa a arma para manter na sua posse (na posse do Estado) ou entrega-a para não por em risco a vida dos delinquentes? Como agirá?
Se o POLICIA usar e atingir alguém, tem destino certo na cadeia, se a entregar ainda que resista sem pôr a sua vida em perigo, pode ser expulso pela Instituição.

Mas a arma roubada pode ser usada contra cidadãos comuns, qualquer um! De quem será a responsabilidade?
Vejamos ainda o seguinte:
Há doentes que entram com próprio pé num hospital e saem no estado vegetativo e outros já nem saem de lá vivos: Erro médico mas ninguém vai para a cadeia;
Há juízes que condenam inocentes e outros que libertam criminosos que voltam a cometer crimes, muitos deles violentos, e nenhum vai para a cadeia porque não se pode beliscar a Autoridade do Estado. É que caso acontece os Senhores Juízes passariam estar condicionados no momento de decidir. É exactamente o que acontece com os POLICIAS, estão extremamente condicionados no momento de decidir porque o risco da cadeia é real e não há desculpabilização para um erro policial, ainda que seja sobre delinquentes, ainda que seja para repelir um crime!
Precisamos que nos digam como deveremos agir!
Não podemos manter a Autoridade do Estado por nossa conta e risco! Alguém tem que assumir essa responsabilidade: Agimos até que ponto ou simplesmente não agimos? É preciso ter presente que a voz da POLICIA apenas é respeitada pelas pessoas de bem, mas com essas pessoas não resultam problemas, queremos saber como agir perante aqueles que não obedecem e até desafiam a Autoridade do Estado? Alguém dirá, levem-nos à justiça! Mas é exactamente isso que queremos que alguém diga, como levamos alguém à justiça contra a sua vontade, quando resiste e é fisicamente forte? Como fazemos cessar uma agressão contra nós ou contra um cidadão, se fisicamente estivermos em desvantagem? Deixamos agredir e identificamo-los depois? Deixamos de ser POLICIAS e passamos a ser identificadores de criminosos?
No passado, um delinquente era severamente punido pela moral social e isso, em muitos casos, era suficiente. Hoje tal não acontece.
Para uma melhor qualidade da actuação policial, exige-se que os cidadãos digam o que esperam de nós, como querem que o POLICIA mantenha a Autoridade do Estado, ainda que seja contra si, mas para o bem comum. O risco é cada vez maior e tal verifica-se no aumento da insegurança.

O ridículo já aconteceu:
Um cidadão fugiu para uma esquadra para se proteger e foi agredido lá dentro por quem o perseguia. Alguém perguntou como é possível tal acontecer? Acontece porque o POLICIA não pode fazer nada. Essa é a realidade que ninguém quer ver! Amanhã, quando casos ridículos se banalizarem, poderá ser tarde demais! Daqui a tomarem de assalto a esquadra… pouco falta! Até por brincadeira, mas é possível.

Vale a pena pensar nisto!

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O Movimento Pró-Pátria

Fundado em meados de 2006 na cidade do Porto, o Movimento Pró-Pátria é um movimento político que surge da necessidade de uma nova plataforma associativa inteiramente interessada e dedicada à defesa de Portugal numa perspectiva abnegada e patriótica. Depois de uma primeira fase de fundação que se quis serena, o MPP, como movimento ambicioso e confiante que é, pretende mostrar-se aos portugueses, crescer e consolidar. Queremos ser uma referência na sociedade e uma influência positiva na política em Portugal! Junta-te a nós!