


Foi com um sentimento inexplicável de perda que recebemos a notícia da morte de Haider, um Homem que teve a coragem de defrontar o Sistema pondo em causa “verdades” e conceito políticos “alinhados”.
Nascido a 26 de Janeiro de 1950 de uma Família tradicionalista, Haider conseguiu com 39 anos de idade ser eleito governador da Caríntia, cargo que exerceu por dois períodos, 1989 a 1991 e 1999 a 2008.
Acusado de nazi, Haider foi apenas um líder Nacionalista, defensor sem peias de uma Áustria genuína em que acreditava, bem como de uma Europa Europeia, pela qual se batia.
A 11 de Outubro do corrente, a tragédia: o carro em que seguia, um Volkswagen Phaeton do Governo da Caríntia, despistou-se e matou-o.
Esperamos que este acidente (ou não) seja alvo de um inquérito sério, e que os resultados não sejam censurados a pretexto de não levantar polémicas.
Aos 58 anos de idade, desportista, física e mentalmente saudável, condutor experiente e conhecedor da estrada que percorria, só um factor extraordinário justificaria um acidente.
Lembramos aqui que ele havia conseguido que o Estado da Caríntia aprovasse leis fortemente restritivas em relação aos templos religiosos muçulmanos, despertando a ira dos mais de 350.000 islâmicos residentes na Áustria.
Lembramos igualmente que na Holanda, o líder político anti-imigração Pym Fortuyn e o realizador e actor Theo van Gogh foram ameaçados e assassinados por islâmicos em 2002 e em 2004. O membro do parlamento holandês Geert Wilder, realizador do documentário anti-islâmico Fitna, foi já ameaçado de morte inúmeras vezes.
Acidente ou atentado, a Europa, a nossa Europa está de luto, mas em memória do exemplo e da coragem de Haider, continuaremos a dizer: PRESENTE!

