
A nossa abordagem à questão da Maitê Proença não enferma de revolta, nem penso que Portugal e os Portugueses se deviam sentir ofendidos.
Ofende-nos quem pode, não quem quer… e a pobre criatura, por acaso uma bonita mulher, apenas se ofendeu a ela própria, entre a ignorância, a falta de sentido humor e a falta de inteligência.
Neste contexto, publicamos aqui as palavras do nosso camarada Luís Marques
Carlos Branco
Maitê Proença ofende(?)
Era uma vez uma sujeita
Que pensava ter vida feita
Arrumou sua bagagem, camera man e criadagem
Com destino a Portugal, no objectivo falar mal
Logo desde início traçado na sua grande viagem
Logo assim que aterrou
O território demarcou
Tal era a sua ânsia de grande protagonismo
Trocando a verdade histórica por algo sem eufemismo
Plagiando um heroísmo que nunca o sol tinha visto
Sete pedras e um papel faziam dela o novo Cristo
Começou sua aventura na nobre vila de Sintra
Ajeitou sua cinta e começou a desbobinar
Zombando da sorte do 3 que ao contrário todos finta
Incrédula se pôs a brincar com a sorte que dá azar
Ó penumbra alheia que não vê a real mística sucinta
Da nobre vila portuguesa, património mundial
Dando uns passos mais adiante vai directo para Belém
Nome mágico por natureza, escapa um pouco á avareza
Porque da gula também se peca mesmo não tendo vintém
São bons sim senhor, os pastéis de Belém feitos com destreza
Frutos de tempos idos genialidade portuguesa
Genialidade e mestria presentes naquele grande convento
Mesmo perto do Tejo, que ora é rio, ora é mar em comunhão com o doce vento
Caravelas de lá partiram para nunca mais regressar
Quantas viúvas amarguradas, quantas vidas perdidas, o resumo final: 20 anos de Salazar?
Um homem importante, para o bem ou para o mal, mas muito mais havia a dizer do Tejo e do bravo mar
Do heróico Vasco da Gama e do ilustre Camões
Nem a passagem do tempo os apagou, sendo mais forte que mil leões
Também Fernando se junta a eles na pura essência cultural
Apanágio de todo um povo que a ferros construiu Portugal
Por 900 anos já andámos e outros tantos vamos andar, digam bem ou digam mal
As pedras daquele monumento não as comem, nem o sol e nem o sal
Do bom gosto dos lusitanos já foi mais que provado
Deve ser esse o nosso fado, agradar sem pretensões
Dando ao mundo grandes lições de ir buscar tudo ao mar
Até nova arte inventar, por todo o mundo recolher para a obra logo nascer
O Manuel que era rei, muito antes de ser padeiro, fez a obra crescer
Pela fé e pela pátria o convento mandou fazer, que de mal ninguém pudesse dizer
Já do mouse não se sabe se é fêmea, ou se é macho
É um plástico com uma rodinha, coisa moderna, a evolução
Chega até a ser mais importante que um canal de Televisão
Muito técnico e futurista, mais útil que um vulgar tacho
Dependendo de quem o usa pode ser um berbicacho
Uma aparição em todo o lado, e não custa muito dinheiro
Toda a gente o acompanha desde o técnico ao porteiro
Á quem o confunda com a simples capivara
Fazendo voz de arara num colossal pardieiro
Mas quem muito fala e pouco acerta
Cedo fica com a boca seca
Chega perto da bela fonte, vai formosa mas não segura
Toda a boca em tal secura, que só resta uma palheta
Que escorrega pela boca, parece até que foi punheta
Perdoem-me a palavra dura, mas estava a precisar
Das muitas injustiças vistas, a da fonte foi piorar
Já de volta á sua pátria e junto com suas peruas
Zombam todas das desventuras que nos fizeram passar
Mal sabem coitadas a tamanha confusão que vieram cá armar
Coisa triste certamente, falar mal daquilo que é seu
Não existe racionalidade que sobreviva ao que aconteceu
Assim se fazem certas histórias difíceis de esquecer
Mas existe sempre alguém com humildade para as escrever
Que não muito perfeitos e que muita coisa está mal
Todos sabemos ao nascer
Mas á bem piores que nós e que todo Portugal
Em vez de opinarem com a mania das grandezas
Em vez de atestados de óbito em assuntos devolutos
Façam lá um poema destes em apenas 10 minutos.
Luís Marques.
Portugal
