saramago
Ainda não se calaram os ecos da boçalidade de Maitê Proença, eis que os nossos sentidos são feridos pelas afirmações de José Saramago.
Ataca de maneira insana a Igreja.
É triste que o faça numa cidade próxima do berço da Nacionalidade e de catolicismo enraizado, que o acolheu como pessoa de bem e para a apresentação de mais um livro de conteúdo pseudo-bíblico.
Pode parecer presunção da minha parte, mas nunca reconheci a Saramago mais mérito para a atribuição do Nobel da Literatura do que a outros autores nacionais.
Estou a lembrar-me de Vergílio Ferreira, Fernando Namora ou até Agostinho da Silva.
Mas, creio que na atribuição de certos Prémios Nobel que pode ser baseada em critérios subjectivos, há forças ocultas que movimentam influências que descartam o mérito em favor de outros factores.
Como pessoa, sou insignificante perante a personagem que é Saramago. Ele soube trilhar o caminho do sucesso e é um homem de sucesso.
Mas não é um homem bom, nem um homem de coragem.
Reconhecer-lhe-ia coragem, se ele atacasse o Islão com o mesmo veneno que ataca a Fé Cristã.
Eu, autor destas linhas, tal como Saramago, sou ateu.
Sou ateu, mas tenho a abertura mental para perceber que a Bíblia foi ao longo de dois milénios um código de boas maneiras e de sã convivência dentro do espaço cristão.
Que se cometeram barbaridades em nome do cristianismo, estamos de acordo. Mas não foi a Bíblia que os desencadeou, foram as formas tortuosas de a interpretar.
Sou ateu, mas tenho abertura mental para perceber que a Fé Cristã foi o cimento que uniu os europeus, que instituiu valores, que ensinou os povos a distinguirem o Bem do Mal.
Sou ateu, mas sei, e Saramago também sabe mas “esquece”, que a Igreja está por trás da principal acção social das sociedades europeias, contribuindo de forma demasiado significativa para dois pilares essenciais dessas mesmas sociedades, o Ensino e a Saúde, para além do apoio aos mais desfavorecidos.
Sou ateu, mas tenho abertura mental para perceber que nem todos estão prontos para a Vida sem os ensinamentos da Bíblia, e que o seu abandono está a criar as sociedades ditas modernas, sem princípios nem valores, baseadas no egoísmo, no individualismo e no consumismo.

Mas não é só o factor anti-religioso deste falso português que me revolve as tripas… desculpem-me a vulgaridade da expressão.
Saramago é igualmente anti-português ao assumir repetidamente o seu iberismo.
Cegueira política, para quem escreveu um ensaio sobre a cegueira.
Não sabe que é bem mais provável que a Espanha se desagregue, que a Catalunha e o País Basco se tornem independentes, do que a Ibéria se torne um só país.
Não sabe que catalães, bascos e galegos se sentem prejudicados pelo governo de Castela.
Não sabe que no contexto Ibérico Portugal seria mais uma região autónoma periférica de Espanha e que nada lucraria com isso.

Não sei se este homem detestável, antipático e arrogante que se diz comunista contribui de algum modo para o bem dos que os rodeiam, já que através dos livros publicados e do próprio prémio Nobel está no patamar das pessoas que possuem rendimentos bem acima do limiar da pobreza…

Resta-me desejar que seja encontrada uma forma legal de o privar do uso da nacionalidade Portuguesa, pois incomoda-me… e não só a mim, partilhar com ele a MINHA nacionalidade
Carlos Branco
Imagem retirada do site www.áreamilitar.net
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