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Da esquerda para a direita: o Saab Grippen (Sueco), o Rafale (Francês) e o Eurofighter de um consórcio europeu que reúne a Alemanha, a Grã-Bretanha, a Itália e a Espanha).

A OTAN foi concebida num cenário pós guerra (1939/45), em que a Europa Ocidental e os Estados Unidos entenderam que o único meio de travarem o movimento expansionista da União Soviética seria a constituição de uma aliança militar. Embora a sua constituição definitiva tenha sido oficializada em 1949 a sua necessidade fez-se sentir logo após 1945.
A importância da OTAN, desde sempre liderada pelos Estados Unidos, foi vital frente ao espírito imperialista de uma União Soviética. Eu próprio, enquanto colaborador do semanário “O Diabo” escrevi mais de 100 crónicas defendendo a OTAN e os Estados Unidos perante o perigo comunista. Pode dizer-se que fui um minúsculo grão de areia na imensa máquina movia a URSS.
Hoje, após a queda do Muro de Berlim e do comunismo e o consequente desmantelamento da União Soviética, a OTAN viu-se privada do objectivo que levou à sua criação.
No entanto os Estados Unidos, perante o enfraquecimento de uma Rússia herdeira da antiga URSS encontraram-se à face do planeta Terra como a maior potência militar, económica e política. Como durante a Guerra Fria vários países da Europa Ocidental tinham acolhido de bom grado a instalação de bases militares norte-americanas nos seus territórios, os EUA viram-se na posse de uma estrutura que lhe permite ainda hoje manter, a partir da Europa Ocidental, o controlo sobre todas as actividades militares em território russo.
Os políticos americanos sabem que a Rússia é apenas, em sentido figurado, um urso em hibernação que em breve acordará para a sua missão de grande potência. Daí a ideia de manter as bases existentes, e “comprar” velhos aliados da URSS para aí instalar sistemas de vigilância e condução de mísseis, às portas de Moscovo, a pretexto da ameaça terrorista islâmica.
Todos sabemos que os EUA mentiram ao mundo para ter a sua complacência enquanto avançavam com a sua política de estratégia nacional de cerco e ocupação do maná petrolífero do Médio Oriente. Esperemos que os políticos ocidentais não caiam de novo nas maquinações americanas em relação à ameaça nuclear do Irão, que não passa de uma bravata.
Na verdade, de entre todos os possuidores de armas nucleares os americanos são os mais perigosos: usaram-na há seis décadas e declararam já que em situação de perigo operacional irão usar mísseis tácticos com ogivas nucleares de pequena potência, seja qual for o cenário de guerra.
Não estamos esquecidos da guerra dos Balcãs, em que os EUA apenas usaram meios aéreos, atacando o solo com armas municiadas de urânio empobrecido. “Deixaram” a guerra terrestre para as tropas das nações europeias que ingenuamente serviram os seus interesses. Centenas de militares europeus adoeceram e muitos morreram já de diversos tipos de cancro. Os números podem ascender aos milhares de afectados, mas os dados são “abafados” pelas autoridades militares dos vários países.
Segundo a geocientista americana Leuren Moret, os EUA levaram a cabo 39 mil missões aéreas na ex-Jugoslávia contaminando quase todo o território com “lixo radioactivo”. As palavras são dela, que afirma igualmente que as tropas portuguesas e italianas que foram depois para o teatro operacional nunca tinham sido informadas dos potenciais focos de radiação. Diz Leuren Moret, que as autoridades americanas boicotam todo o tipo de informação, mas que teve conhecimento de casos concretos de militares do sexo feminino que sofreram de casos agudos de endometriose, cancro uterino e cancro do recto, apenas por terem viajado durante horas sentadas sobre caixas de munições de urânio empobrecido, neste caso militares americanos e americanas que prestaram serviço no Afeganistão e no Iraque.
Relativamente à I Guerra do Golfo, há um estudo que diz que 67% dos militares vindos daquele cenário e que tinham estado expostos ao urânio empobrecido, tiveram filhos com diversas deficiências.
Quanto às vítimas portuguesas da guerra dos Balcãs, o silêncio.
Em suma: os interesses estratégicos da Europa dos nossos dias não são os mesmos do Estados Unidos, pelo que não faz sentido os europeus continuarem a servir os interesses do Tio Sam nem faz qualquer sentido que permaneçam na Europa quase 300 mil militares americanos distribuídos na maioria pela Grã-Bretanha (Alcombury, Upper Heyford, Milden Hall, Menwith e Lakenheth), Alemanha (Ramstein, Spangdahlen, Geicenkirchen, Heidelberg, Estugarda e Grafennoher), Itália (Sigonella, Nápoles, Livorno e San Vito), Espanha (Rota), Bósnia (Tuzla), Hungria (Taszar), Portugal (Lajes, Açores) e Bulgária (4 bases), até porque não são permitidas em território dos Estados Unidos bases militares estrangeiras.

(Bases militares americanas: à esquerda na Alemanha e à direita na Bulgária)

E pretendem ainda os americanos estabelecer estruturas militares na República Checa e na Polónia, como referimos num texto anterior.
Ainda retemos na memória a Cimeira dos Açores, entre Bush, Barroso, Tony Blair e Aznar, em que Durão Barroso, o anfitrião teve uma posição de discreta subserviência, pois Bush queria realmente assegurar o apoio de dois países de peso, a Espanha e o Reino Unido, já que a utilização da base aérea das Lajes estava à partida assegurada.
Mas a displicência cultural (para não lhe chamar outra coisa) dos americanos transpareceu no comunicado da Casa Branca, em que referiam Durao “Burroso” (seria uma indirecta?) e do presidente da república espanhola, José Maria Aznar: a ignorância de não saber que a Espanha é uma monarquia.
A Europa tem que se constituir definitivamente como um bloco militar, além de político e económico, fora da OTAN, organização desajustada à realidade política do mundo actual. E tem massa crítica para isso. Apesar de investirem incomparavelmente menos na área militar e incomparavelmente mais na área social, os países europeus tem no seu conjunto um poder militar quase ao nível dos EUA, superior a qualquer outra nação ou conjunto de nações eventuais inimigos.
E os europeus teem a capacidade técnica e de produção de todo o tipo de armas, desde as convencionais às mais evoluídas.
Se consultarem www.armedforces.co.uk poderão ler: “Os países da UE a 25 possuem forças que incluem mais de 1,6 milhões de militares, mais de 35.000 carros blindados, 2.000 aviões de combate, 140 navios de guerra e 60 submarinos

Perguntamos então: para que precisamos dos americanos?

Carlos Branco

Quando nos pronunciamos pela aproximação de Portugal ao ideal de uma Europa Unida numa aliança de Nações, somos por vezes confundidos com aqueles que estão a construir a União Europeia dos nossos dias, sem respeito pelas identidades nacionais e pelas especificidades culturais.

Estamos longe de apoiar a construção de uma Europa que está a ser levada a cabo sob a batuta do ideal maçónico e do universalismo. Defendemos sim, uma união das Nações Europeias no sentido de defender os interesses dos Europeus perante os desafios que chegam de todo o mundo: a invasão imigrante desnecessária sob o falso pretexto do declínio demográfico, as deslocalizações, a invasão económica sob o pretexto da livre iniciativa e da livre concorrência, a destruição das várias culturas europeias a pretexto do multiculturalismo, a influência política e militar dos Estados Unidos a pretexto do terrorismo, já que o papão URSS já não existe.

O recente NÃO irlandês à Constituição Europeia travestida de Tratado de Lisboa, vem provar que um país da União Europeia pode receber fundos de coesão, sair da cauda da Europa, passar para o pelotão da frente usando criteriosamente esses fundos, e recusar a perda da independência e da dignidade: no seu conjunto, os irlandeses raciocinaram como um organismo vivo regendo-se pela lógica e com maturidade. Foram o primeiro país beneficiário dos fundos europeus a bater o pé. Todos os outros que aprovaram a CE/TL em referendo, à excepção da Bélgica, eram países beneficiários e no seu colectivo agiram em agradecimento a Bruxelas.

Mas já em 2005 os franceses tinham rejeitado a Constituição Europeia por quase 55% dos votos e os Holandeses por 61,7%. Também em referendos anteriores ocorridos na Dinamarca e na Suécia tinha havido rejeição popular ao caminho trilhado por esta União Europeia. Na Dinamarca um segundo referendo “corrigiu” o sentido de voto e na Suécia, onde em referendo os votantes tinham recusado a adesão ao Euro em 2002, a ratificação ocorreu por via parlamentar, não fossem os eleitores suecos causar mais um embaraço.

E estamos certos de que se os britânicos foram chamados a pronunciar-se o Não vencerá não fossem eles os mais eurocépticos.

O que fica aqui provado, é que, contra o que os políticos querem fazer crer, uma parte muito significativa dos Europeus tem orgulho na sua identidade nacional e não a quer perder.

Infelizmente os políticos do Sistema são autistas a esta realidade e prosseguem em marcha acelerada para uma “Europa à força”.

A solução, para evitar que surja uma vaga de fundo anti-europeia, é desacelerar o processo, pensamos até que o melhor seria parar por uma década.

O Espaço Schengen e o Euro ainda não foram assimilados pelos europeus.

Se os países avançarem para a ratificação do malfadado Tratado de Lisboa, começarão decerto a esboçar-se novas correntes políticas anti-europeias e a fortalecer-se as que já existem.

Cremos que se não for suspenso urgentemente o Tratado, em má hora chamado de Lisboa, virão a ocorrer cisões graves na construção de um projecto Europeu, que na sua essência seria positivo, se mantido dentro dos limites do respeito pelas Nações.

Infelizmente, vamos cada vez mais acreditando que a tão propalada Democracia não passa de uma falácia: os políticos do Sistema levam sempre a água ao seu moinho: se o povo referenda no sentido contrário ao esperado, há que referendar sucessivamente até o resultado ser o pretendido ou ratificar por via parlamentar, pois aí o poder dos blocos centrais domina, entre uma pseudo-esquerda e uma pseudo-direita, apenas diferentes na denominação que atribuem a si mesmas.

Para terminar, alguns elementos comparativos entre as economias irlandesa e portuguesa: o PIB per capita irlandês é sensivelmente o dobro do português (32.600€ para 16.800€) e a sua produtividade relativamente à média da União Europeia tem uma proporção semelhante (133.3% para 67.7%). Mesmo tendo em conta a facturação não declarada, decerto mais significativa em Portugal do que na Irlanda, os valores nacionais andarão longe do satisfatório.

No meio Nacionalista existem inúmeras pessoas, que agarradas a conceitos ultrapassados ainda mantém o espírito do Império, o espírito do Portugal voltado de costas para a Europa, o Portugal do “orgulhosamente sós”, a última potência colonial, que numa guerra desigual e contra todos os vaticínios se mantinha vitoriosa no teatro de guerra, vindo a sucumbir pelo jogo político.

Não está em questão a queda do regime ditatorial e a implantação da democracia. Ninguém no seu perfeito juízo pensará que na Europa dos nossos dias poderia prevalecer uma ditadura. O que nunca chegaremos a saber, é se a Primavera Marcelista iria evoluir tranquilamente para um regime democrático como sucedeu na vizinha Espanha

Aqueles que falam contra a integração de Portugal na União Europeia, que advogam a sua saída e o regresso ao Escudo, fazem-no sem critérios de ordem prática, fazem-no movidos por impulso emocional.

Na economia globalizada que se instalou há mais de uma vintena de anos, as pequenas economias de pequenos países à escala mundial como Portugal seriam marginalizadas e esmagadas pelo poder dos blocos económicos. Hoje o poder económico e geopolítico tem por base os blocos económicos e como factor de peso a demografia. É indiscutível que esses blocos ditam o que se passa no mundo e o seu futuro, e para já há dois blocos/nação, os Estados Unidos e a China, e um bloco continental, a União Europeia. Fora deste conceito apenas se conseguem manter como economias saudáveis o Japão e a Coreia do Sul, principalmente pela filosofia de vida dos seus povos, altamente conservadores e com políticas proteccionistas.

A outra questão, o euro, que muitos nacionalistas queriam ver desaparecer trazendo de volta o Escudo, é uma falácia sem base racional. As pessoas esquecem-se que o fortalecimento do euro face ao dólar nos tem protegido parcialmente do aumento da cotação do crude, que é cotado em dólares e pagamos em euros amortecendo o seu impacto a todos os níveis. Esquecem-se igualmente que os nossos governos desvalorizavam periodicamente o Escudo para apoiar as nossas exportações, o que fazia disparar a inflação. O Escudo como moeda forte do Estado Novo, que valia duas pesetas não sobreviveu ao 25 de Abril. Seria especulativo traçar o panorama nacional fora da zona euro. Se Portugal não tivesse aderido à zona euro, provavelmente haveria gente a afirmar que essa não adesão era a causa de todos os males da nossa economia. E esquecem-se ainda que os milhares de milhões de euros canalizados para Portugal pelos fundos de coesão teriam sido suficientes para retirar Portugal da situação difícil em que está, tivesse esse dinheiro sido empregue na modernização das empresas em vez de ser consumido na satisfação das vaidades pessoais de empresários, leia-se “carros de luxo, casas de praia e de montanha, viagens de sonho, jogo e outros vícios”.

Somos ainda levados a crer, que mesmo nos investimentos do Estado, que desempenhou um papel louvável na revitalização da rede rodoviária e outras infra-estruturas, houve situações em que o favorecimento e as “cunhas” trouxeram “benefícios” aos protegidos do Sistema para além do que seria normal. Mas pelo menos neste item ficou obra feita para benefício da Nação.

Quanto aos poucos países que ainda não aderiram à UE, como por exemplo a Noruega, a Islândia e a Suíça, a verdade é que pertencem já ao Espaço Schengen e possuem extensos protocolos de parceria com a União Europeia.

O que importa a Portugal neste momento, não é abandonar a zona euro ou a União Europeia. Portugal tem de ser parceiro de corpo inteiro e manter uma posição mais reivindicativa.

Os Portugueses vão ficando anestesiados com pequenos “bónus”, como o “presidente da comissão” (Durão Barroso), a “presidência da EU”, que nos calhou por rotatividade, o famoso “tratado de Lisboa”, o “Europeu de futebol”, tudo isto “mãos cheias de nada”.

Com esta aparente “influência” que satisfaz o ego de políticos e de eleitores pobres de espírito, vamos perdendo quotas na produção agrícola, na produção de leite e nas pescas. E vemos ainda os países mais poderosos, como a França, a Alemanha e até a Espanha, a beneficiarem de protocolos comerciais internacionais em prejuízo de economias menos fortes, como a portuguesa. As indústrias têxteis e de calçado foram sacrificadas em favor das indústrias aeronáutica e automóvel nas negociações com a China. Mais recentemente, foi escandalosa a diminuição da ZEE dos Açores de 200 milhas para 100 milhas, numa clara cedência ao lóbi das pescas espanhol, que passou a poder predar numa área extremamente rica em pescado em volta daquele arquipélago, precisamente numa zona em que dado o sub aproveitamento da frota pesqueira dos Açores havia uma enorme riqueza em espécies e quantidade.

Na verdade, no mundo de hoje Portugal é apenas uma pequena Nação, ignorada por muitos, respeitada por outros, mas de influência quase nula.

Na União Europeia, Portugal é um país de dimensão média, com peso demográfico igual ao da Grécia, da Bélgica, da Hungria ou da República Checa. E Portugal tem mais população que a Áustria, a Suécia, a Dinamarca, a Noruega, a Finlândia ou a Irlanda. Mesmo em termos territoriais Portugal tem dimensões superiores a muitos. Temos pois o “peso” para sermos uma Nação interventiva e temos que o ser.

Com cada vez mais frequência a palavra racismo tem sido usada em tudo quanto é órgão de informação, por vezes de maneira despropositada.

Senão, vejamos o actual conceito do termo: racista é o indivíduo que odeia outro ou outros, apenas porque pertencem a outra raça. Racista é o indivíduo que acha a sua raça superior às outras. Em última instância, racista é aquele que quer eliminar os indivíduos de outra raça.

Pensamos que hoje em dia ninguém mentalmente saudável corresponde a estas definições.

O que está simplesmente a acontecer, é que indivíduos de raças diferentes da raça residente original dos vários países da Europa estão gradualmente a ocupá-la, provocando uma reacção natural de defesa, essencialmente de defesa de hábitos ancestrais que foram evoluindo serenamente ao longo dos tempos e que em poucos anos estão a ser alterados de forma drástica ou mesmo a desaparecer.

Se essa penetração alienígena ocorresse em pequena escala, não haveria choque de culturas, não haveria instabilidade social e laboral. Ninguém ouviu falar em racismo no futebol, quando Eusébio, Coluna ou Shéu entravam em campo, ou quando um Yazalde e um Cubillas ingressaram em equipas nacionais. A sua presença não adulterava a identidade cultural da equipa ou da selecção nacional, tanto mais que relativamente aos primeiros, eles eram de terras política e emocionalmente ligadas à Nação Portuguesa. Hoje as selecções nacionais, já não são nacionais, são antes equipas de mercenários de outras paragens, que no caso da selecção francesa de futebol se torna mesmo chocante.

Que diria Asterix? Talvez: “0nde estão os gauleses?”

 

E quanto aos chineses, nunca se colocou nenhuma questão quando a sua presença se resumia basicamente a restaurantes ou a umas poucas lojas. O problema surgiu quando as poucas lojas se transformaram em muitas, levando à ruína e ao desespero milhares de comerciantes portugueses e europeus, já em maus lençóis devido aos hipermercados e aos centros comerciais.

E a sua presença não produziu qualquer mais valia para as economias nacionais, até porque todo o circuito comercial está na mão dos orientais, desde a produção, ao transporte, ao armazenamento, distribuição e comercialização.

O mesmo se aplica aos indianos e paquistaneses, que em conjunto com os chineses são já 75% dos residentes na Mouraria, segundo o JN.

Em relação aos paquistaneses, marroquinos ou argelinos, também nunca houve tensão social em território luso. Surge agora o factor novo, que é a agressividade expansionista do Islão que quer recuperar a Península Ibérica, que lhe pertenceu no século VIII. Há também a questão do terrorismo, a intolerância religiosa e o choque cultural. Há também o facto de existirem já em Portugal várias mesquitas e madrassas, discretamente instaladas e em expansão.

 

Não somos racistas pelos critérios do Sistema. Sabemos que as raças humanas, tal como as de todos os animais classificados em raças, resultaram da adaptação aos ecossistemas que escolheram para viver. Milhares de anos de Evolucionismo - o facto biológico mais importante identificado até hoje – levaram através de milhares de gerações ao aparecimento das raças tal como as conhecemos hoje, a partir de um tronco comum, o homo erectus,  que se foi ramificando.

 

Tentar riscar a palavra “raça” do léxico de todas as línguas é a maior estupidez que o Sistema tentou até hoje. As raças existem, e dentro delas as etnias. O importante é que as raças se respeitem e tenham boas condições de vida nos territórios onde evoluíram, porque é ali que se sentem fisicamente bem. A fuga para outras paragens fisicamente menos confortáveis, como a fria Europa – segundo o ponto de vista de árabes e negros – é compensada pelas benesses sociais: gostam mais de África mas estão melhor na Europa, longe da fome e da guerra.

Devem portanto os europeus investir desinteressadamente na qualidade de vida em África, em vez de continuar a ver aquele continente como uma fonte de matérias primas, um território de oportunidades e para oportunistas, que sob a aparência de um relacionamento cordial continuam a “sugar” o petróleo, o gás natural, os diamantes, o cobre, a prata, o volfrâmio, o urânio, sem que os povos daqueles países beneficiem.

Como li num diário gratuito, um continente rico habitado por gente pobre.

 

Não queria acabar sem lembrar que as maiores chacinas cometidas pelo homem não tiveram a “raça” nem a “religião” como rastilho, como querem fazer crer os Políticos.

Estaline, eslavo branco chacinou milhões de compatriotas também eslavos brancos. As duas guerras mundiais, que produziram milhões de mortos, opuseram cristãos brancos a cristãos brancos. A Guerra Civil espanhola e a Guerra da Secessão Americana, ambas brutais, com cerca de um milhão de vítimas mortais cada uma, opuseram brancos contra brancos. Mão-Tse-Tung, chinês liquidou milhões de chineses. Pol-Pot, cambodjano fez desaparecer quase 2 milhões de cambodjanos. Os Hutos mataram quase 1 milhão de Tutsis no Ruanda na década de 90. Desta vez, negros contra negros.

 

Na verdade os políticos são os verdadeiros responsáveis pelos principais e mais mortais conflitos que assolaram, assolam e virão a assolar a humanidade, não os conflitos de ordem étnica ou religiosa, que são geralmente circunscritos a realidades locais.

 

Carlos Branco

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Temos ouvido afirmar repetidamente que de um modo geral os agentes da autoridade em Portugal tem armamento de qualidade menos boa perante um mundo do crime que cada vez possui armas em maior número e mais sofisticadas. Não raro, as nossas polícias vêem-se confrontadas com armas automáticas, por vezes mesmo metralhadoras ao nível das UZI ou das suas sucessoras, as MP5.Trazemos este tema à liça, porque nos dias que correm, por muito bem armados que os agentes estejam, na verdade o recurso às armas de fogo está-lhes na prática vedado.Todos sabemos que em qualquer confronto em que um polícia atinja um malfeitor, o malfeitor será sempre o “coitadinho”, vítima desta sociedade, e o polícia será o “carrasco” desta mesma sociedade que “usou força excessiva”.O Sistema criou regras que dão impunidade aos malfeitores e impedem os agentes da autoridade de exercer essa mesma autoridade.

Senão, imaginemos cenários.

Polícia apanha ladrão em flagrante. Ladrão possui objecto contundente ou arma branca. Polícia não pode usar a arma de fogo, porque é “uso excessivo de força”. Polícia só consegue dominar ladrão se for cinto negro de Karatê, Judo ou qualquer outra arte marcial. A pistola faria a diferença. Polícia saca da pistola. Ladrão sabe que polícia não vai disparar para não se meter em trabalhos. Ladrão foge. Polícia tem que ser atleta velocista para correr mais do que ladrão. Se o ladrão estiver em boa condição física, o polícia tem que ser também um corredor de fundo, quiçá um maratonista. E se depois de uma perseguição o conseguir apanhar, o polícia tem que estar em condição física para o dominar. À mão, porque o uso da pistola é sempre problemático.

Outro cenário.Operação stop.

Malfeitor com carro roubado não pára. Foi avisado por idiota que ia em sentido contrário e que acendeu os máximos à passagem. Sabe que polícias não vão usar as armas, para não se meterem em trabalhos. Acelera e passa. Polícias iniciam perseguição. Não disparam contra os pneus porque por acidente podem ferir a “vítima da sociedade” que vai ao volante. Aceleram com cuidado, porque se o carro-patrulha regressar à base com algum toque, a conta do chapeiro é paga pelo agente que ia a conduzir.E depois de um laborioso e arriscado processo, em que a vida do agente corre por vezes perigo, este vê o malfeitor ser libertado poucas horas depois, com termo de identidade e residência… porque não representa perigo de fuga ou de repetição do ilícito!

E os cenários são infindáveis, com as regras instituídas pelo sistema a tolher a actuação e a aplicação da autoridade policial. O jogo está montado de modo a levar a sociedade ao colapso. Quer-se levar a população a um sentimento de vulnerabilidade tal, que no extremo aceite um regime autoritário e prescinda de liberdades a troco da segurança. Não é em vão que neste momento os polícias e guardas sejam a classe profissional com maior taxa de suicídios em Portugal e no mundo Ocidental. Lidam no dia a dia com a violência e a marginalidade e são sistematicamente impedidos de cumprir o seu dever por um acervo legislativo desajustado. Vivem uma situação de stress terrível, por terem verdadeiro conhecimento da realidade e verem a sua actuação sistematicamente controlada por legisladores de gabinete sem qualquer experiência de rua. Por outro lado a vox populi acusa-os de passarem multas demais e prenderem marginais de menosNão apelamos aqui à instituição de um regime em que os agentes possam “fazer fogo à vontade”, mas que algo tem que mudar, tem…

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Muitos de nós já questionaram a passividade dos Estados relativamente a esta onda de crianças raptadas, maltratadas ou até vítimas de pedofilia. A conversa dos políticos é sempre banal, anunciando medidas onde na prática não se vêem resultados ou ainda apresentando soluções fáceis mas que por detrás escondem segredos. No caso das crianças abandonadas ou com problemas no seio da família, apresentam-nos como alternativa os casais homossexuais e em casos de crianças desaparecidas querem dar-nos a conhecer a futura solução: o chip.

Vejamos o caso dos homossexuais. Um dia estava numa aula e o tema foi a homossexualidade e o meu professor colocou-nos a seguinte questão:” O que é o melhor para as nossas crianças? Um pai entrar em casa bêbado e ir bater na mulher ou um casal homossexual adoptar uma criança e dar-lhe amor e carinho?” Perante esta afronta, uma pessoa emocionalmente tende a preferir a segunda opção. Isso é o mais fácil, mas o mais errado. Devemos, e isso sim, combater tudo o que é negativo para as nossas famílias. Sejam o álcool, as drogas ou até os filmes norte-americanos onde o seio da família mais parece a guerra do Iraque.

No segundo caso, com este aumento de crianças desaparecidas aumenta o medo dos pais e aí surge uma futura proposta a ser implementada: um chip. Este chip é implantado no corpo do bebé e este torna-se uma espécie de GPS. Será um método de segurança ou controle da pessoa?Além de nos localizar, será uma maneira de influenciar o nosso pensamento, as nossas escolhas ou privar-nos da nossa liberdade? Como poderá um homem ser livre de pensamento estando controlado por um sistema?

Daí que esta onda de violência, raptos, assassínios, etc, traga a sua vantagem e consequência. Nada acontece por acaso, tudo tem a sua razão. Mas o que importa neste momento é que estão a colocar-nos entre a espada e a parede.

Daniel Lage

O texto que se reproduz a seguir foi-me enviado por um professor e tudo que nele se diz é verdadeiro e sentido. Durante os 10 anos em que estive ligado ao movimento associativo de Pais pude comprová-lo, assim como pude comprovar a perda da dinâmica reivindicativa da CONFAP quando esta caiu na esfera e nos interesses do Poder instituído, deixando caminho livre à tirania do Sistema.
Carlos Branco

Eis um espaço que o Movimento Pró-Pátria me disponibilizou, para livremente expressar a minha opinião acerca do estado da Educação em Portugal. Livremente, ao contrário do que hoje sucede nas Escolas e nas ruas, quando um professor se tenta exprimir.

De facto, desde as gentis visitas da PSP às escolas, a identificação de muitos companheiros na rua ao efectuarem as vigílias, a retenção de vinte e um autocarros na A1, quando rumavam para a “Marcha da Indignação” em Lisboa, passando pelas pressões quotidianas exercidas nos locais de trabalho até ao dia de hoje -08/Março/2008-de tudo um pouco aconteceu. E vai acontecer…

Talvez, tudo comece por uma atitude de quem nos governa, e recordo que governar é procurar o bem comum da “res publica”. Claramente, desde a fundação da nacionalidade já tivemos governos bons, assim-assim e maus. Houve combates ideológicos, houve actos heróicos e actos cobardes. Porém, creio ou induziram-me a crer, que hoje pela primeira vez se governa por e com ódio aos cidadãos. Principalmente, se o cidadão deste país for honesto, cumpridor, activo, produtivo e estupidamente pacífico.

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Está confirmado, facto que nunca pensámos que acontecesse, que cem mil professores - 100.000 - numa classe de cento e quarenta mil, marcharam em Lisboa. Todos comunistas? Todos atrasados mentais ou doidinhos? Bando de irresponsáveis? Sinceramente e apesar da campanha difamatória junto do povo, os professores não são nenhuns canastrões. São cidadãos como os outros, normais, pais e mães. Gente vulgar, ao contrário dos protegidos pelo novo Código Penal.

Mas alguém tem ainda alguma dúvida, que o sistema de ensino público se não desabou de vez, é porque está seguro por fios pelos professores, autênticos missionários numa profissão cada vez mais ingrata? Gestão Escolar com professores subalternizados, Estatuto do Aluno [lei nº3/2008] que apontam vias nada recomendáveis, para quem deseja uma juventude sã e impregnada de valores, responsável pelos destinos do país a curto prazo.

Finalmente o Decreto Regulamentar 2/2008, sobre a avaliação. O mesmo que foi rejeitado profundamente pelos professores, o decreto, não a avaliação que sempre se fez! Muito já se disse sobre este tema, incluindo pessoas doutas, mesmo da área socialista. Mas gostaria de recordar que se há alguém treinado para avaliar, está na Inspecção-Geral de Educação. Sempre fui avaliado, corrigido, aperfeiçoado, ensinado, ajudado e incentivado por excelentes homens e mulheres da IGE. E muito aprendi com eles; grandes mestres a quem reconheço capacidade e honestidade para fazerem um trabalho bem feito! No entanto, foram postos de lado, de forma inacreditável. Quando tudo deveria passar por estes verdadeiros profissionais. A IGE, através de um dos seus membros, afirmou que esta avaliação era impossível de levar à prática e estava malfeita.

A violência escolar campeia por aí, sem rei nem roque. O único cidadão e com peso institucional que alertou e tomou medidas (não, não foi a srª ministra…) foi o actual Procurador-Geral da República, Dr. Fernando José Matos Pinto Monteiro. Outras matérias graves decorrem e ocorrem no quotidiano das escolas!

A tudo a sra ministra disse: -Perdi os professores, ganhei o país! Não creio! Perdeu os professores, já perdeu o país. O trágico, perderam os meus alunos a quem amo como filhos da minha carne, ossos dos meus ossos! E os pais são testemunhas. É só perguntar…!

J.M. - um dos 140.000 “professorzecos” de Portugal (Maria de Lurdes Rodrigues dixit)

A ofensiva do governo de Sócrates contra os professores do ensino público é apenas a última e mais desastradamente visível manobra dos governos do Bloco Central, PSD e PS, com vista à descredibilização e destruição da Função Pública.
O MPP apoia e congratula os professores pela coragem que estão a demonstrar ao organizarem sucessivas manifestações contra a degradação das condições de trabalho da sua classe profissional. O seu exemplo deveria ser seguido por toda a Função Pública e pela imensa maioria dos Portugueses, que embora discordando do processo político em curso, se mantém comodamente em casa, à espera que outros se arrisquem na contestação.

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É a tão comum falta de solidariedade que divide o Povo perante o poder instituído. Uma das medidas mais desastrosas teve origem no ministério de David Justino, Ministro da Educação do PSD de 2002 a 2004, com a criação dos agrupamentos escolares e o lançamento das bases para a autonomia das escolas. Já nessa altura se estava a preparar a grande ofensiva contra a Função Pública. Os Agrupamentos escolares, foram um verdadeiro desastre e uma grande dor de cabeça para as escolas sede de agrupamento. Ao transferirem para os agrupamentos serviços e responsabilidades que eram do ministério, houve uma sobrecarga de trabalho nas escolas, sem o aumento necessário no número de funcionários, ao mesmo tempo que no ME passavam a “sobrar” funcionários. PSD e PS teem desenvolvido políticas de desestabilização do sector público de modo a deteriorar a prestação de serviços.Em vez de reestruturarem efectivamente os serviços para melhor servir os cidadãos, o Bloco Central tem estado paulatinamente a entregar à exploração de privados as funções que deveriam ser desempenhadas pelo Estado dado o seu cariz Social. As actividades mais lucrativas que estavam nas mãos do Estado foram entregues aos “boys”, em vez de se manterem no Estado com o fim de compensar as actividades não lucrativas de puro apoio às populações. O Estado viu-se em poucos anos apenas no controle de instituições maioritariamente deficitárias. É obsceno o modo como este governo fecha hospitais, maternidades, urgências e SAPs, ao mesmo tempo que concede licenças para a abertura de unidades de saúde privadas que vão desempenhar as funções das unidades fechadas.É igualmente obsceno o fecho de escolas com base exclusiva em critérios economicistas. A falta de estabilidade criada nos estabelecimentos de ensino públicos tem como fim a degradação destes de modo a levar os pais com algumas posses a transferir os filhos para escolas privadas.Toda esta ofensiva contra o sector público tem o apoio de uma grande parte da população, que acredita que os grandes culpados do estado a que chegaram as contas públicas são os funcionários públicos. Pura demagogia vomitada por Sócrates e seus sicários. Portugal não tem funcionários públicos a mais, é mesmo de entre os países europeus um dos últimos, como podemos ver na tabela a seguir, onde se mostra a percentagem destes na população activa segundo dados de 2004:

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O problema português deve-se ao tipo de economia nacional, em que o sector de serviços (terciário) é excessivo em relação ao sector produtivo (secundário e primário). Fosse Portugal uma economia e uma sociedade equilibradas e a Função Pública encaixaria sem problemas mais 150 mil funcionários.Mas teria que haver uma política fiscal mais rigorosa e uma racionalização drástica dos salários, que ao nível das administrações, direcções e acessorias atingem níveis incomportáveis para um país como o nosso, ultrapassando os valores pagos nos países ricos…

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Afinal há quem tenha medo de Salazar! Assim o demonstra o acto de vandalismo de que foi vítima o seu túmulo no cemitério do Vimieiro, em que um energúmeno destruiu o retrato do ditador. Actos deste tipo, sejam contra cemitérios cristãos ou hebraicos só podem ser perpetrados por dois tipos de pessoas: atrasados mentais, que não sabem o que fazem, ou cobardes que só demonstram coragem contra quem não pode ripostar. Mas fica-nos a ideia de que há quem receie que Salazar ressuscite…E consta que não falta quem o desejasse…ouve-se aqui e ali…

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O tratado de Schengen aboliu as fronteiras políticas em quase todo o espaço Europeu e determinou a livre circulação de pessoas e bens entre países. Antes dele, já um pacto Ibérico permitia a livre circulação de pessoas e viaturas entre Portugal e Espanha. Não conseguimos pois perceber em que se baseia a Brigada Fiscal para multar os condutores galegos que se fazem transportar em viaturas de matrícula espanhola para trabalhar no Norte de Portugal, sendo as principais vítimas profissionais de saúde que prestam um serviço necessário e útil em certas zonas do país. O que é facto, é que não sendo residentes em Portugal, apenas para aqui se deslocando em serviço, não há qualquer justificação para a actuação da Brigada Fiscal. Não queremos crer que se trate de xenofobia, mas sim de pura estupidez…Será que em retaliação vamos começar a ser multados quando nos deslocarmos a Espanha em viaturas com matrícula portuguesa?

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A utopia: existiam países em que por ocorrências extraordinárias surgiram situações graves de falta de mão-de-obra, enquanto que noutros a evolução demográfica natural a gerou em excesso.Imediatamente a seguir à Segunda Guerra Mundial, vários países europeus debateram-se com graves carências de braços para trabalhar, resultantes das mortes sofridas durante a guerra: mais de 6 milhões de mortos na Alemanha, meio milhão de franceses, 200 mil holandeses e cerca de 100 mil belgas pereceram no conflito. Além das baixas de guerra, durante os seis anos da sua duração as famílias desestabilizadas evitaram procriar, criando uma lacuna demográfica. Entretanto os países mediterrânicos, Portugal e uma Espanha entretanto já recuperada da guerra civil, detentores de altas taxas de fecundidade, produziam excesso de mão-de-obra que estes países não eram capazes de empregar. Deu-se então um fluxo migratório natural para Norte, que foi compensar as perdas humanas da guerra, ao mesmo tempo que compensava a falta de trabalho nos países de origem. Nessa altura os imigrantes nesses países de acolhimento foram essenciais para a recuperação das suas economias. Em geral humildes, trabalhadores sacrificados e respeitadores, acabaram por se integrar sem choques, dignificando os seus países de origem. A utopia foi tornada realidade…
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A realidade que foi utopia: existiam países economicamente prósperos, demograficamente equilibrados, socialmente estáveis, com taxas de desemprego residuais. Sendo economicamente prósperos, ofereciam bons salários e direitos sociais atractivos. Este ambiente de prosperidade atraiu povos de outros países socialmente instáveis, devastados pela guerra, pela miséria económica e social e pelo desemprego. Esses povos migraram para os países prósperos, oferecendo mão-de-obra mais barata que a dos povos de acolhimento e do que as primeiras vagas migratórias. Os empregadores desses países começaram lentamente a preferir os recém chegados e a empurrar para o desemprego os seus próprios cidadãos. Esta nova vaga de migrantes foi claramente superior à capacidade de encaixe dos países de acolhimento, gerando-se desemprego também entre imigrantes e degradação das suas condições sociais. O excesso de desemprego e não o envelhecimento das populações encaminharam os Estados Sociais para o colapso. A deterioração social levou à sublevação dos imigrantes, que na maioria nunca se tinham integrado e pelo seu elevado número (5 milhões de magrebinos na França) viviam já em verdadeiras ilhas islâmicas em plena Europa. Filhos de uma cultura híbrida, perdidos entre a tradição islâmica e a ilusão europeia, apareceram milhões de desenraizados, sem valores de qualquer civilização, condenados até por muçulmanos integrados. A sensação de impunidade e o conhecimento de que os polícias não podiam usar a força para os reprimir sob a pena de serem disciplinarmente punidos, levou a que essas populações então chamadas “escumalha” por Sarkozy semeassem o terror por toda a França, assaltando, destruindo, incendiando, agredindo, violando e mesmo matando. Estas ondas de violência ocorreram mais vezes do que os órgãos de informação noticiaram, e além da França, também na Suíça, na Dinamarca, na Inglaterra, na Alemanha e em menor escala na Espanha.Esta é a realidade cruel de uma Europa que não consegue compreender que aqueles que acolheu nas suas próprias pátrias as queiram levar ao caos.

E enquanto o “politicamente correcto” continuar a ser lei, a Europa não terá como sair desta encruzilhada…

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 Temos a certeza de que mesmo entre os apoiantes da Esquerda política haverá quem honestamente concorde que Salazar foi em dada altura o Homem certo no lugar certo. Ninguém lhe conseguirá jamais apontar casos de aproveitamento próprio ou de corrupção e compadrio como os que ocorrem quotidianamente de há três décadas para cá.Temos igualmente a certeza de que mesmo entre os mais fervorosos admiradores de Salazar a maior parte tem a consciência de que é inviável a implantação de um regime como o do Estado Novo nos dias de hoje.E o motivo mais forte: sem Salazar não há salazarismo, e que nos pareça não estão criadas as condições sequer para que apareça um futuro ditador para Portugal.Essa hipótese é apenas um fantasma agitado pelo Sistema para manter no seu canto os Nacionalistas e impedir as pessoas de se aperceberem da benignidade que o Nacionalismo civilizado pode representar para a Nação.

Gostaríamos de relembrar às pessoas aquilo que a maior parte delas sabe: quando Salazar perseguiu e prendeu membros do PCP, fê-lo numa altura em que esses mesmos opositores do regime lutavam pela implantação de um outro regime ditatorial, o comunismo, e apoiados por uma potência estrangeira igualmente apoiada na mais sangrenta ditadura de que há memória, a União Soviética. Por outro lado esses mesmos opositores do regime forneciam informações de cariz militar aos inimigos políticos de Portugal e da Aliança Atlântica, para além de em mais do que uma circunstância terem ultrajado símbolos nacionais.Eram, para todos os efeitos, traidores.Gostaríamos igualmente de relembrar que quando Salazar assumiu os destinos de Portugal e durante os primeiros quase quarenta anos da sua governação, as ditaduras eram, mesmo na Europa, regimes aceites como normais, de tal modo que Portugal foi sem quaisquer obstáculos membro fundador e de pleno direito da OTAN/NATO em 1949 e da EFTA (European Free Trade Association), em 1960, juntamente com o Reino Unido, Suíça, Áustria. Islândia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia, todos eles países intransigentes em matéria de direitos humanos.Pensamos que o principal defeito de Salazar terá sido o de não ter previsto a sua própria sucessão uma dezena de anos antes de morrer e de não ter preparado o regime para uma transição controlada para o sistema democrático, o qual iria fatalmente implantar-se em Portugal, seria sempre algo incontornável num país Europeu no fim do século XX.

Não se pense que estamos aqui a defender para hoje um regime salazarista ou de filosofia ditatorial. É nosso desejo encontrar para Portugal e para os Portugueses soluções que tornem melhores as suas vidas, em suma, soluções para que o maior número possível de Portugueses viva feliz, com emprego estável, casa, automóvel, a despensa confortavelmente fornecida, assistência na Saúde e Ensino tendencialmente gratuitos, como defende a Constituição da República.Não nos passa pela cabeça apoiar ou ambicionar a implantação de um regime que limite uma série de liberdades a que as pessoas se habituaram. Não queremos restaurar a censura na imprensa, no cinema, no teatro. Não queremos restringir o direito de reunião, de associação ou de opinião. Está fora de questão o apelo à implantação deste tipo de restrições, até porque isso teria como resultado a ruptura da ordem social e da relativa estabilidade em que vivemos.Apoiamos sim, um Estado forte, apoiado num governo legítimo e honesto, que governe e que não “se governe”, que ofereça aos seus cidadãos segurança e bem estar em todas as suas vertentes.Nós, os Nacionalistas, não estamos agarrados a preconceitos “politicamente correctos” e temos as soluções: venham ter connosco, perguntem-nos!

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A Cimeira de chefes de estado promovida por Lisboa entre a União Europeia e a União Africana, foi mais uma manifestação do folclore político em que são pródigos os nossos dirigentes.A prova é que em sete anos que se seguiram à última iniciativa similar, ocorrida no Cairo também por iniciativa de Portugal, nada se fez.Em teoria, uma cimeira deste tipo deveria ter como objectivo o estabelecimento de protocolos de colaboração económica. Sendo a economia europeia fortemente baseada na transformação e a economia africana basicamente fornecedora de matérias-primas, ambas as partes teriam a ganhar em negociações sérias e sem preconceitos.E a Europa deverá envidar esforços sinceros no sentido de ajudar os países a sul do Saara a travar o avanço do deserto, deverá auxiliar toda a África a tornar-se autónoma em termos alimentares, ajudando a implementar reformas agrícolas que, tal como já aconteceu no Zimbabwe, tornem as nações africanas exportadoras nessa área, em vez de dependerem da ajuda internacional. Neste campo, no que diz respeito ao Sahel, a Espanha tem experiência útil na área da exploração agrícola em regiões de stress hídrico, pois está há muitos anos confrontada com a necessidade de gerir criteriosamente a água.A agenda deveria incluir um forte dossier sobre migrações, já que a África “despeja” milhares de clandestinos diariamente no Sul da Europa, que já não tem qualquer contribuição positiva para a Economia e para a Sociedade europeias.Na verdade a discussão focalizou-se no facto de muitos dirigentes africanos não aplicarem nos seus países as regras da democracia, e mais uma vez vemos os doutos políticos da nossa praça a querer interferir nos assuntos internos dos países africanos, a quem querem impor o modelo democrático europeu.Tanto quanto nos temos apercebido no decurso da História, o sistema democrático impõe-se naturalmente ou através de revoluções, quase sempre fruto da génese política interna de cada país. Foram os portugueses que fizeram o 25 de Abril (bem ou mal, conforme a perspectiva), foram os moçambicanos e os cabo-verdianos que atingiram internamente a maturidade e estabilidade políticas, foram os espanhóis, guiados pelo próprio Franco, que deram lugar ao regime democrático, tal como aconteceu com os gregos, os romenos, os chilenos, os brasileiros ou os argentinos.As intervenções externas degeneram normalmente em conflitos de difícil solução, como ocorre nos Balcãs ou no Médio Oriente.Já estávamos a antever o desfecho mais provável desta cimeira, que Sócrates exibiu como mais um troféu da sua governação.“Porreiro, pá!” mais uma vez, e o bloco central em sintonia.Os países europeus, pressionados pelos seus complexos de ex-potências coloniais e pelo seu passado esclavagista querem “lavar” a sua consciência, encaminhando mais uns milhares de milhões de euros de ajudas.A Líbia e a Argélia negociaram protocolos na área da energia, Marrocos trouxe um dossier sobre pescas e indústria conserveira e talvez a Tunísia e o Egipto algo na área do turismo.Muitas foram as negociações bilaterais à margem da cimeira, cujos cadernos de encargos jamais serão tornados públicos.Os líderes africanos irão receber ajudas, afirmando sempre à boca pequena que a Europa não faz mais que a sua obrigação e não tem o direito de ingerência nos seus assuntos internos.E como é habitual, as ajudas financeiras irão “engordar” as fortunas pessoais de muitos líderes africanos.Como alguns estarão lembrados, quando da destituição de Mobutu da liderança do Zaire, calculou-se que a sua fortuna seria suficiente para cobrir a dívida externa do país…Diz-nos a experiência e o bom senso, que uma cimeira de tão curta duração e envolvendo chefes de estado e representantes de cerca de 80 países nunca gera medidas eficazes. Sabemos que é complicado gerir uma reunião entre uma dezena de participantes mesmo com figuras de vários níveis, não imaginamos o que será um plenário de chefes de estado e representantes da alto nível. Muitos destes chefes de estado vieram apenas em passeio, outros apenas para marcar uma posição, e a maior parte de entre eles entrou mudo e saiu calado relativamente à questão Europa/África.Se realmente se quiserem organizar cimeiras com resultados práticos para os dois continentes, estas deverão comportar representantes a nível ministerial da UE e da UA que debatam as questões com tempo.Mas é por demais evidente que as negociações bilaterais entre membros da UE e da UA vão continuar, como comprovam os protocolos assinados entre Sarkozy e Kadafi em França imediatamente a seguir à cimeira.Esperamos enganar-nos, que algo de útil e não uma mão cheia de nada saia desta cimeira, porque se o nosso augúrio se cumprir e até à próxima cimeira daqui a “x” anos nada se passar, nem a Europa nem África ganharão…

Carlos Branco

Já nos habituámos às mentiras dos políticos, e de um modo geral já nada nos espanta vindo da boca deles. Mas Sócrates, que apesar de tudo continua a bater recordes de popularidade, é o maior mentiroso de que há memória em Portugal.

E mente todos os dias aos portugueses, sem que a sua base de apoio saia muito prejudicada. Fica-nos a ideia que demasiados portugueses toleram a desonestidade política e a mentira.Há dias afirmou que com um aumento de 2,1% os funcionários públicos portugueses iriam recuperar poder de compra. No mesmo telejornal anunciava-se que instâncias nacionais e internacionais independentes vaticinavam uma inflação de 2,4% para o período a cobrir pelos 2,1%.No dia 30 de Novembro Sócrates voltou a mentir aos portugueses, afirmando que pela primeira vez se calculavam os aumentos em linha com a inflação prevista, quando isso é feito há décadas em Portugal!Mas na verdade a burla de que têm sido vítimas os portugueses ano após ano, é o facto de os aumentos serem calculados com base na inflação prevista e nunca serem rectificados na proporção das derrapagens.E isto é transversal a todos os governos das últimas décadas.Mas vamos a dados concretos.Numa população activa que não andará longe dos 6 milhões de pessoas (vamos lidar com números redondos para facilitar) e com o leque salarial mais aberto da União Europeia, com a proporção de 1 para 8, os 20% de portugueses mais bem pagos ganham salários 8 vezes superiores aos 20% mais mal pagos.Quer isto dizer que na base da pirâmide social cerca de 1.200.000 de trabalhadores auferem salários entre os 400 euros (80 contos) e os 500 euros (cem contos), com uma média de 450 euros (90 contos).Os cálculos da inflação incidem sobre valores que não reflectem as necessidades básicas de uma família.Senão vejamos: para um salário de 500 euros, um aumento de 2,1% equivale a 10 euros e 50 cêntimos (2.100 escudos). Só no último semestre de 2007, o leite meio gordo aumentou de um valor mínimo de 39 cêntimos para 59 cêntimos por litro, e o gasóleo veio de menos de 1 € o litro para mais de 1€ e 20 cêntimos.Numa família comum de trabalhadores por conta de outrem e com um rendimento aproximado de 1.000 euros mês os 2,1% equivalerão a uns fantásticos 21 euros. Se nessa família se consumir um litro de leite por dia, isso quer dizer que no último semestre a despesa total em leite aumentou já 6 euros. Se consumir 50 litros de combustível por mês a diferença agrava a despesa em mais de 10 euros por mês.Apenas nestes dois itens, leite e combustível, o aumento de 21 euros fica reduzido a 5 euros, que não chegam para fazer face ao aumento dos custos do pão, da água de consumo doméstico, da energia, dos livros de estudo para os filhos, etc.Claro que na sequência deste cálculo vamos encontrar no topo da pirâmide social mais de um milhão de portugueses que auferem 8 vezes mais do que a média de 450 euros, ou seja, cerca de 3.600 euros (720 contos), que estão a salvo das tropelias da inflação e que vão beneficiar do mesmo aumento de 2,1%, que no caso deles será em média quase 72 euros (mais de 14 contos).A esse nível a dúvida não é se há dinheiro para o combustível ou para o leite, para o pão ou para as batatas, a dúvida é decidir em que carro irão, se no Mercedes ou no BMW, na próxima saída para uma mariscada num restaurante de luxo, ou se as férias serão nas Seychelles ou nas Caraíbas…Não estamos aqui a fazer qualquer apelo à luta de classes, consideramos apenas que a tendência deveria ser no sentido de fechar o leque salarial para níveis de países de referência, em que as proporções são de 1 para 4 ou 1 para 5.Consideramos pois na generalidade válidas as razões que levaram os trabalhadores a fazer greves, lamentamos apenas que haja aproveitamento político das mesmas pela Esquerda, porque infelizmente as estruturas sindicais estão fidelizadas a partidos políticos dessa área.Quanto aos incómodos, vemos muita gente indignar-se por não haver transportes ou por haver repartições, unidades de saúde ou escolares encerradas ou a funcionar a meio gás.Lembrem-se os indignados que não há outro meio de pressionar o governo, e que se se avançou para a greve, isso deveu-se à intransigência deste, que toma tiques ditatoriais.

Temos vindo a assistir impotentes à delapidação do património social e financeiro do Estado, por parte de governos que recorrem a sucessivas privatizações de modo a beneficiar de encaixes financeiros que lhes possibilitem equilibrar as finanças públicas. O governo mais descarado neste processo tem sido o de Sócrates, que esqueceu completamente a função social de algumas instituições do Estado.Como diz Jerónimo de Sousa, Sócrates ultrapassou os últimos governos PSD pela Direita…Mas o recém vitorioso Luís Filipe Menezes brada já aos quatro ventos que quer privatizar tudo: portos, aeroportos, distribuição de águas, acção social, transportes, saúde.Quer fazer exactamente o mesmo que Sócrates, mas ainda mais depressa…Enfim, vira o disco e toca o mesmo.Os governos de bloco central que têm gerido Portugal nas últimas décadas insistem em medidas que não trazem qualquer mais valia para a economia portuguesa e para os Portugueses.Em termos extremamente simples, podemos dizer que a economia portuguesa apresenta nas últimas décadas um balanço negativo entre importações e exportações, em que estas cobrem em média 60% daquelas. Por cada 5 euros importados, Portugal exporta 3 euros.Todas as medidas adoptadas pelos governos de bloco central e as agora propostas pelo “novo” PSD visam apenas tirar dinheiro dos bolsos da maioria dos Portugueses para os colocar directamente nos bolsos de outros Portugueses que irão constituir as empresas criadas para gerir novos negócios em áreas actualmente cobertas pelo Estado na sua vertente social.Portugal precisa de aumentar as exportações, precisa de criar mecanismos que atraiam capital estrangeiro, não precisa de criar empresas sem qualquer utilidade prática senão a satisfação de lóbis e de compadrios.A única medida proposta por Menezes que poderia trazer uma mais valia à Economia Nacional seria a dinamização dos portos, aliás na sequência directa de um projecto já existente de criação em Portugal de uma plataforma para recepção e distribuição para a Europa dos produtos chineses, com base no porto de Sines.Esse projecto seria exequível se Portugal não estivesse na periferia da Europa ou se existisse uma infra-estrutura ferroviária com grande capacidade de tráfego. A verdade é que o escoamento dos produtos através das estradas de Espanha a caminho da restante Europa está fora de questão, por duas razões principais: as estradas espanholas estão já próximas do ponto de saturação em alguns dias da semana, tal como as do sul de França, e o aumento do preço dos combustíveis tornará este transporte pouco viável em poucos anos.Em termos de distribuição para os grandes mercados europeus os portos franceses do Atlântico têm uma posição estratégica muito mais privilegiada que os portos portugueses. Por cada navio que descarregue contentores num porto francês haveria centenas de camiões a atravessar as estradas de Espanha.Cremos pois que entre o actual governo com tiques de ditador de Sócrates e a “alternativa” pseudo social-democrata Portugal está perdido…

Carlos Branco

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Não é meu timbre abordar a temática desportiva excepto nas raras ocasiões em que ele intercepta a questão social e política.

As duas situações não possuem ligação aparentemente mas, na verdade, são manifestações emotivas que ultrapassam aquilo que estamos habituados a ver, num mundo em que impera o mercenarismo, em que o valor dos contractos fala mais alto do que o Patriotismo.

Na questão do “milho” que Scolari quis aplicar (infelizmente não o atingiu) a um jogador croata que se lhe tinha dirigido em castelhano, insultando a sua progenitora, estou completamente ao lado do Brasileiro de nome Italiano que cobriu Portugal de bandeiras verde-rubras. A verdade é que Scolari reagiu espontaneamente a um ataque, ainda que verbal, e isso demonstra que ainda lhe corre sangue nas veias, que ainda não se deixou dominar pela autêntica “castração” do instinto de defesa que querem impor à sociedade europeia do século XXI.

Quando afirmo que perdi o interesse pelo desporto-espectáculo, faço-o pelo mesmo motivo que leva os jogadores da selecção portuguesa de futebol a trautear o hino entre dentes ou simplesmente a ignorá-lo. A esse nível desportivo, a Nação é completamente desvalorizada por contratos milionários em qualquer parte do mundo, em que recebem por mês o que a maioria dos portugueses não recebe numa vida inteira. E arriscar uma lesão num jogo por Portugal, que pode por em risco essas expectativas desportivas nos clubes, está fora de questão.

E esta atitude é alimentada pelos adeptos dos clubes, para quem o que interessa é a vitória, seja qual for a origem do atleta que a proporcione e noutras modalidades a origem do atleta é secundária, desde que proporcione medalhas. Perdeu-se a noção do SER português, perdeu-se a noção do que é pertencer a uma Nação de corpo e alma, e não por conveniência.
Mas antes que a minha prelecção suscite interpretações anti-constitucionais, quero aqui afirmar o que já tenha afirmado noutras ocasiões: não duvido do Portuguesismo do grande Eusébio, provavelmente mais português do que milhões de portugueses de origem europeia. E até acredito que o Sr. Scolari sinta por via emocional e até por herança genética alguma ligação a Portugal e se sinta perfeitamente integrado na sociedade Portuguesa.  A ver vamos, se for chamado a treinar um dia uma selecção adversária da nossa…

Quanto aos Lobos, a nossa equipa de râguebi, foram mais que muitos os mails a mostrar o modo como eles sentiam o Hino Nacional no início dos jogos.

Eu não queria ser desmancha-prazeres, mas os nossos jogadores de râguebi ainda estão numa fase equivalente àquela em que o futebol nacional se encontrava antes da década de sessenta, em que havia clubismo genuíno, em que as equipas eram “da terra” e feitas com as gentes da terra, em que na generalidade os atletas corriam por “amor à camisola”. Provavelmente o râguebi evoluirá em Portugal, e quando dentro de algumas décadas ou até antes o râguebi atingir o patamar da profissionalização a “garra” será a mesma?

Não quero ser herético nos meus juízos e deixo em aberto a eventualidade de o râguebi ser uma modalidade diferente, mais física, mais emotiva… e não lhes aconteça o mesmo que aos futebolistas ou os hoquistas…

Carlos Branco

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Há meia dúzia de anos atrás, um pequeno partido de base popular, conquistou através de eleições o direito a partilhar a governação de um país. Foram cumpridas todas as regras do jogo democrático e nunca houve por parte dos membros desse partido qualquer intenção de tentar instaurar qualquer regime opressor. Os pecados desse partido foram, querer estancar a imigração e pôr em dúvida algumas verdades historicamente estabelecidas. Tudo isto se passou num país na altura com mais de 50 anos de regime democrático bem consolidado. Os restantes países da União Europeia aceitaram mal a presença desse partido no governo do país e cessaram todas as relações bilaterais com ele, votando-o ao ostracismo na esfera das relações internacionais. O partido foi o FPO, na altura com cerca de 42% de votos na Caríntia. O país em questão era a Áustria e o seu líder Joerg Haider foi marginalizado pelos outros políticos europeus. Para quem ainda duvidava, foi comprovado sem equívocos, que a democracia europeia ocidental na verdade não é completamente democrática. Nessa altura envergonhei-me por Portugal estar na linha da frente no ataque à Áustria, ainda mais sabendo que no contexto da distribuição dos fundos estruturais e de coesão europeus, Portugal era (e ainda é) um país beneficiário e a Áustria um país contribuinte.

Mas toda esta história apenas me veio à memória, porque relativamente à cimeira entre a Europa e África que deverá ocorrer em Dezembro surgiu um braço de ferro entre os britânicos e os restantes europeus, em que os primeiros se recusam a participar na cimeira se Robert Mugabe participar. E maioritariamente os políticos europeus estão dispostos a descartar a presença da democrática Inglaterra a favor da presença do sanguinário ditador do Zimbabwe, com o qual vários líderes africanos se solidarizaram. Os europeus não se solidarizaram com a Inglaterra. O trajecto político de Mugabe pode ser resumido em 3 fases principais. Na fase anterior a 1980 combateu contra o regime branco de Ian Smith que governava a então Rodésia. Nessa altura os negros colaboracionistas capturados pelos guerrilheiros de Mugabe nem sempre eram mortos, eram frequentemente mutilados: era mutilado o nariz, a língua ou as orelhas e no caso dos informadores eram cortados os lábios superior e inferior, ficando as maxilas à vista e incapazes de conter a saliva, de come e acabando por morrer à fome. Em 1980 inicia-se a segunda fase. Tomou a governação do país que lhe foi entregue pacificamente, tendo herdado uma situação económica, social e política estável.

Até 1994 Mugabe conteve os seus ímpetos tirânicos, porque o regime de apartheid sul-africano vizinho o impedia de atitudes contra os fazendeiros brancos do Zimbabwe. Nessa altura cerca de 4.000 agricultores de origem inglesa eram a espinha dorsal da economia do país, produzindo alimentos para consumo interno e alimentado inclusivamente a exportação.

Em 1994 o apartheid caiu na África do Sul. A partir daí começou a perseguição interna aos membros da etnia Matabele e a entrega das terras destes aos membros da etnia de Mugabe, os Shona. Mais de 3 milhões de Matabele fugiram para os países vizinhos e algumas dezenas de milhar foram massacrados. A oposição política interna, personalizada em Abel Muzorewa, Sithole e Joshua Nkomo foi perseguida e controlada pelos militares. Mas ao fim de alguns anos a cobiça de Mugabe voltou-se para os fazendeiros brancos e o início do século XXI testemunhou a ocupação das explorações agrícolas, maioritariamente de ingleses. Foram mortos agricultores de origem inglesa e muitas mulheres violadas. Surgiu então o estado de tensão diplomática entre a Grã-Bretanha e o Zimbabwe. Foram queimadas sementeiras e uma populaça sem preparação tomou conta das propriedades. O resultado ainda hoje se faz sentir: o Zimbabwe, antes auto-suficiente em matéria alimentar, exportador até, enfrenta hoje a fome, que atinge um terço da sua população, cerca de 4 milhões de pessoas. A economia colapsou e tem tido sucessivamente a maior taxa de inflação do mundo.

Não conseguimos pois compreender que uma Europa que se mostrou tão veementemente condenatória pelo resultado de um processo democrático ocorrido num dos seus membros e se mostre tão subserviente em relação a líderes políticos comprovadamente violadores dos Direitos Humanos…

Carlos Branco

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Neste sábado, dia 5 de Maio de 2007, ficou provado que Portugal, neste campo, está já ao nível do que pior existe na Europa. Assistimos no Porto e em Lisboa à mobilização da escumalha da sociedade Portuguesa que, numa reivindicação pela descriminalização a todos os níveis da utilização da canábis, mobilizou no Porto mais de 300 pessoas e em Lisboa umas 500.

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Nas últimas semanas tem-se assistido a uma série de notícias relacionadas com a figura do Professor António de Oliveira Salazar. Primeiro, a polémica devido ao facto do ex-Estadista ter ganho o concurso “Grandes Portugueses”, depois, a questão do Museu Salazar em Santa Comba Dão e, agora, a proibição da romagem à campa deste mesmo senhor por parte da autarquia local.

O MPP NÃO é um movimento fascista, NÃO se quer associar a regimes do passado, sejam eles de esquerda ou de direita, nem pretende emitir uma opinião parcial sobre os acontecimentos e notícias relativas a Oliveira Salazar que têm abundado na comunicação social nestas últimas semanas. Como tal, a vitória de Salazar no concurso dos “Grandes Portugueses” não assume grande destaque nesta nossa reflexão, uma vez que cada participante expressa o seu voto da maneira que lhe parece mais correcta, evidenciando, assim, o carácter democrático das normas segundo as quais o concurso se regeu, independentemente do seu vencedor.

Porém, não podemos deixar passar em branco aquilo que consideramos ser um atentado à cultura e património histórico de Portugal… Read the rest of this entry »

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Cartune publicado na revista Sábado de 1 de Março de 2007

Recentemente, um responsável pelas urgências do Hospital Santa Maria afirmou a uma estação de televisão, durante um telejornal, que 60% das mortes que ali ocorrem – referia-se a acidentados – são motivadas pelo atraso na intervenção do pessoal de saúde habilitado. A ilação que se retira – não é preciso ser muito inteligente para perceber – é que a proximidade dos estabelecimentos hospitalares aos locais dos acidentes salvaria muitas vidas, isto em termos muito simples.

Na prática, o governo Sócrates, com a ânsia de poupar na despesa pública está a proceder de modo inverso: A colocar os hospitais cada vez mais longe dos cidadãos, as maternidades mais longe das grávidas, as escolas mais longe dos alunos, as estações e apeadeiros das vias-férreas mais longe das aldeias. Já pelo menos 3 mulheres deram à luz em ambulâncias entre a Figueira da Foz e Coimbra, em virtude do encerramento da maternidade naquela cidade.

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Quando foi conhecido finalmente o resultado das votações dos Portugueses na eleição do mais importante Português de sempre, os “opinion makers” (desculpem-me o estrangeirismo) apressaram-se a afirmar que se tratava apenas de um concurso, e que um concurso apenas “vale o que vale” (nova frase que veio “enriquecer” o léxico português e que nada significa).

Claro que se o vencedor tivesse sido Cunhal ou Sousa Mendes esses mesmos opinadores teriam elogiado a maturidade e lucidez dos votantes, e rejubilariam com o “castigo” que Salazar teria sofrido.

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Toxicodependentes 

Está a ser projectada em Portugal a criação das denominadas “salas de chuto”, onde os toxicodependentes terão a possibilidade de consumir droga com apoio de técnicos especializados, entre os quais médicos e enfermeiros. Prevê-se que esta medida, considerada no Plano Nacional contra a Droga e as Toxicodependências e já publicada em Diário da República, venha a ser implementada, a breve prazo, nas cidades de Lisboa e Porto.

Segundo o Governo, esta medida visa dar condições de dignidade ao toxicodependente, proporcionando-lhe um ambiente seguro e higiénico para a injecção e/ou inalação de drogas “duras”, como a heroína e cocaína, evitando a propagação de doenças como a SIDA e a Hepatite. Outros argumentos são o de evitar a marginalização dos consumidores de drogas, o incentivo ao tratamento e a mitigação do incómodo social e comunitário provocado pela exposição pública do consumo.

A droga existe e constitui um problema sério! Um problema, antes de tudo, para o toxicodependente, mas também para as famílias, para os bairros e as comunidades, para a sociedade e o país em geral. A droga é um problema que, de facto, não pode nem deve ser escamoteado, escondido ou disfarçado. Mas é precisamente isto que a medida em análise pretende fazer: escamotear, esconder e disfarçar o verdadeiro problema da droga.

A pergunta que deve ser feita é: Milhares de portugueses sofrem directa ou indirectamente com o problema da droga. Em que é que a dispendiosa criação e manutenção de “salas de chuto” vai contribuir para e diminuição do sofrimento e da decomposição social provocadas pela droga?

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O Movimento Pró-Pátria

Fundado em meados de 2006 na cidade do Porto, o Movimento Pró-Pátria é um movimento político que surge da necessidade de uma nova plataforma associativa inteiramente interessada e dedicada à defesa de Portugal numa perspectiva abnegada e patriótica. Depois de uma primeira fase de fundação que se quis serena, o MPP, como movimento ambicioso e confiante que é, pretende mostrar-se aos portugueses, crescer e consolidar. Queremos ser uma referência na sociedade e uma influência positiva na política em Portugal! Junta-te a nós!

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