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Não queremos arvorar-nos em paladinos na defesa da moral e dos bons costumes ou simplesmente da verdade.

Não temos igualmente em mente punir com penas de prisão as mães que abortam, pois o remorso e o arrependimento encarregar-se-ão de as castigar mais do que uma condenação judicial a pena suspensa. Exigimos sim a condenação dos agentes do acto e que com ele lucram.
Se é um facto que mesmo ilegal o aborto continuará a ocorrer, também é um facto que mesmo proibidos existem a pedofilia, o consumo de drogas, o incesto, as violações sexuais, o trabalho infantil e para já ninguém pensa em legalizar “estas actividades” para que elas ocorram em “ambiente seguro”. Em todas estas situações a lei pune o agente e nunca a vítima.
Mas são demasiados os paradoxos que marcam o pensamento da sociedade “dita” moderna.

Por um lado condena-se com veemência a pena de morte, mesmo para os casos em que não há margem para o erro judicial. Por outro, defende-se o aborto, que é a pena de morte do ser humano no seu estado mais inocente possível, com base em pressupostos subjectivos que todos já ouvimos enumerar até a exaustão.

I
O que representa, para nós, nacionalistas, o conceito de FAMÍLIA ?
A FAMÍLIA é o agregado base da sociedade humana, célula social geradora da Pátria, sem a qual esta não subsiste. Provaremos, adiante, que assim é e que assim deverá continuar a ser, sob pena de desagregação social e desaparecimento da Nação.
O Nacionalismo, enquanto ideologia ou, se quisermos, filosofia social, assenta em pilares de pensamento, aceites como Princípios, daí partindo para uma explicação global da Sociedade e de cada uma das manifestações desta.
A FAMÍLIA é um desses pilares, por ser UM DOS AGREGADOS HUMANOS NATURAIS. TODOS PERTENCEMOS A UMA FAMÍLIA, mesmo que, modernamente, esta situação tenda a abastardar-se.
