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Da esquerda para a direita: o Saab Grippen (Sueco), o Rafale (Francês) e o Eurofighter de um consórcio europeu que reúne a Alemanha, a Grã-Bretanha, a Itália e a Espanha).

A OTAN foi concebida num cenário pós guerra (1939/45), em que a Europa Ocidental e os Estados Unidos entenderam que o único meio de travarem o movimento expansionista da União Soviética seria a constituição de uma aliança militar. Embora a sua constituição definitiva tenha sido oficializada em 1949 a sua necessidade fez-se sentir logo após 1945.
A importância da OTAN, desde sempre liderada pelos Estados Unidos, foi vital frente ao espírito imperialista de uma União Soviética. Eu próprio, enquanto colaborador do semanário “O Diabo” escrevi mais de 100 crónicas defendendo a OTAN e os Estados Unidos perante o perigo comunista. Pode dizer-se que fui um minúsculo grão de areia na imensa máquina movia a URSS.
Hoje, após a queda do Muro de Berlim e do comunismo e o consequente desmantelamento da União Soviética, a OTAN viu-se privada do objectivo que levou à sua criação.
No entanto os Estados Unidos, perante o enfraquecimento de uma Rússia herdeira da antiga URSS encontraram-se à face do planeta Terra como a maior potência militar, económica e política. Como durante a Guerra Fria vários países da Europa Ocidental tinham acolhido de bom grado a instalação de bases militares norte-americanas nos seus territórios, os EUA viram-se na posse de uma estrutura que lhe permite ainda hoje manter, a partir da Europa Ocidental, o controlo sobre todas as actividades militares em território russo.
Os políticos americanos sabem que a Rússia é apenas, em sentido figurado, um urso em hibernação que em breve acordará para a sua missão de grande potência. Daí a ideia de manter as bases existentes, e “comprar” velhos aliados da URSS para aí instalar sistemas de vigilância e condução de mísseis, às portas de Moscovo, a pretexto da ameaça terrorista islâmica.
Todos sabemos que os EUA mentiram ao mundo para ter a sua complacência enquanto avançavam com a sua política de estratégia nacional de cerco e ocupação do maná petrolífero do Médio Oriente. Esperemos que os políticos ocidentais não caiam de novo nas maquinações americanas em relação à ameaça nuclear do Irão, que não passa de uma bravata.
Na verdade, de entre todos os possuidores de armas nucleares os americanos são os mais perigosos: usaram-na há seis décadas e declararam já que em situação de perigo operacional irão usar mísseis tácticos com ogivas nucleares de pequena potência, seja qual for o cenário de guerra.
Não estamos esquecidos da guerra dos Balcãs, em que os EUA apenas usaram meios aéreos, atacando o solo com armas municiadas de urânio empobrecido. “Deixaram” a guerra terrestre para as tropas das nações europeias que ingenuamente serviram os seus interesses. Centenas de militares europeus adoeceram e muitos morreram já de diversos tipos de cancro. Os números podem ascender aos milhares de afectados, mas os dados são “abafados” pelas autoridades militares dos vários países.
Segundo a geocientista americana Leuren Moret, os EUA levaram a cabo 39 mil missões aéreas na ex-Jugoslávia contaminando quase todo o território com “lixo radioactivo”. As palavras são dela, que afirma igualmente que as tropas portuguesas e italianas que foram depois para o teatro operacional nunca tinham sido informadas dos potenciais focos de radiação. Diz Leuren Moret, que as autoridades americanas boicotam todo o tipo de informação, mas que teve conhecimento de casos concretos de militares do sexo feminino que sofreram de casos agudos de endometriose, cancro uterino e cancro do recto, apenas por terem viajado durante horas sentadas sobre caixas de munições de urânio empobrecido, neste caso militares americanos e americanas que prestaram serviço no Afeganistão e no Iraque.
Relativamente à I Guerra do Golfo, há um estudo que diz que 67% dos militares vindos daquele cenário e que tinham estado expostos ao urânio empobrecido, tiveram filhos com diversas deficiências.
Quanto às vítimas portuguesas da guerra dos Balcãs, o silêncio.
Em suma: os interesses estratégicos da Europa dos nossos dias não são os mesmos do Estados Unidos, pelo que não faz sentido os europeus continuarem a servir os interesses do Tio Sam nem faz qualquer sentido que permaneçam na Europa quase 300 mil militares americanos distribuídos na maioria pela Grã-Bretanha (Alcombury, Upper Heyford, Milden Hall, Menwith e Lakenheth), Alemanha (Ramstein, Spangdahlen, Geicenkirchen, Heidelberg, Estugarda e Grafennoher), Itália (Sigonella, Nápoles, Livorno e San Vito), Espanha (Rota), Bósnia (Tuzla), Hungria (Taszar), Portugal (Lajes, Açores) e Bulgária (4 bases), até porque não são permitidas em território dos Estados Unidos bases militares estrangeiras.

(Bases militares americanas: à esquerda na Alemanha e à direita na Bulgária)

E pretendem ainda os americanos estabelecer estruturas militares na República Checa e na Polónia, como referimos num texto anterior.
Ainda retemos na memória a Cimeira dos Açores, entre Bush, Barroso, Tony Blair e Aznar, em que Durão Barroso, o anfitrião teve uma posição de discreta subserviência, pois Bush queria realmente assegurar o apoio de dois países de peso, a Espanha e o Reino Unido, já que a utilização da base aérea das Lajes estava à partida assegurada.
Mas a displicência cultural (para não lhe chamar outra coisa) dos americanos transpareceu no comunicado da Casa Branca, em que referiam Durao “Burroso” (seria uma indirecta?) e do presidente da república espanhola, José Maria Aznar: a ignorância de não saber que a Espanha é uma monarquia.
A Europa tem que se constituir definitivamente como um bloco militar, além de político e económico, fora da OTAN, organização desajustada à realidade política do mundo actual. E tem massa crítica para isso. Apesar de investirem incomparavelmente menos na área militar e incomparavelmente mais na área social, os países europeus tem no seu conjunto um poder militar quase ao nível dos EUA, superior a qualquer outra nação ou conjunto de nações eventuais inimigos.
E os europeus teem a capacidade técnica e de produção de todo o tipo de armas, desde as convencionais às mais evoluídas.
Se consultarem www.armedforces.co.uk poderão ler: “Os países da UE a 25 possuem forças que incluem mais de 1,6 milhões de militares, mais de 35.000 carros blindados, 2.000 aviões de combate, 140 navios de guerra e 60 submarinos

Perguntamos então: para que precisamos dos americanos?

Carlos Branco

Quando nos pronunciamos pela aproximação de Portugal ao ideal de uma Europa Unida numa aliança de Nações, somos por vezes confundidos com aqueles que estão a construir a União Europeia dos nossos dias, sem respeito pelas identidades nacionais e pelas especificidades culturais.

Estamos longe de apoiar a construção de uma Europa que está a ser levada a cabo sob a batuta do ideal maçónico e do universalismo. Defendemos sim, uma união das Nações Europeias no sentido de defender os interesses dos Europeus perante os desafios que chegam de todo o mundo: a invasão imigrante desnecessária sob o falso pretexto do declínio demográfico, as deslocalizações, a invasão económica sob o pretexto da livre iniciativa e da livre concorrência, a destruição das várias culturas europeias a pretexto do multiculturalismo, a influência política e militar dos Estados Unidos a pretexto do terrorismo, já que o papão URSS já não existe.

O recente NÃO irlandês à Constituição Europeia travestida de Tratado de Lisboa, vem provar que um país da União Europeia pode receber fundos de coesão, sair da cauda da Europa, passar para o pelotão da frente usando criteriosamente esses fundos, e recusar a perda da independência e da dignidade: no seu conjunto, os irlandeses raciocinaram como um organismo vivo regendo-se pela lógica e com maturidade. Foram o primeiro país beneficiário dos fundos europeus a bater o pé. Todos os outros que aprovaram a CE/TL em referendo, à excepção da Bélgica, eram países beneficiários e no seu colectivo agiram em agradecimento a Bruxelas.

Mas já em 2005 os franceses tinham rejeitado a Constituição Europeia por quase 55% dos votos e os Holandeses por 61,7%. Também em referendos anteriores ocorridos na Dinamarca e na Suécia tinha havido rejeição popular ao caminho trilhado por esta União Europeia. Na Dinamarca um segundo referendo “corrigiu” o sentido de voto e na Suécia, onde em referendo os votantes tinham recusado a adesão ao Euro em 2002, a ratificação ocorreu por via parlamentar, não fossem os eleitores suecos causar mais um embaraço.

E estamos certos de que se os britânicos foram chamados a pronunciar-se o Não vencerá não fossem eles os mais eurocépticos.

O que fica aqui provado, é que, contra o que os políticos querem fazer crer, uma parte muito significativa dos Europeus tem orgulho na sua identidade nacional e não a quer perder.

Infelizmente os políticos do Sistema são autistas a esta realidade e prosseguem em marcha acelerada para uma “Europa à força”.

A solução, para evitar que surja uma vaga de fundo anti-europeia, é desacelerar o processo, pensamos até que o melhor seria parar por uma década.

O Espaço Schengen e o Euro ainda não foram assimilados pelos europeus.

Se os países avançarem para a ratificação do malfadado Tratado de Lisboa, começarão decerto a esboçar-se novas correntes políticas anti-europeias e a fortalecer-se as que já existem.

Cremos que se não for suspenso urgentemente o Tratado, em má hora chamado de Lisboa, virão a ocorrer cisões graves na construção de um projecto Europeu, que na sua essência seria positivo, se mantido dentro dos limites do respeito pelas Nações.

Infelizmente, vamos cada vez mais acreditando que a tão propalada Democracia não passa de uma falácia: os políticos do Sistema levam sempre a água ao seu moinho: se o povo referenda no sentido contrário ao esperado, há que referendar sucessivamente até o resultado ser o pretendido ou ratificar por via parlamentar, pois aí o poder dos blocos centrais domina, entre uma pseudo-esquerda e uma pseudo-direita, apenas diferentes na denominação que atribuem a si mesmas.

Para terminar, alguns elementos comparativos entre as economias irlandesa e portuguesa: o PIB per capita irlandês é sensivelmente o dobro do português (32.600€ para 16.800€) e a sua produtividade relativamente à média da União Europeia tem uma proporção semelhante (133.3% para 67.7%). Mesmo tendo em conta a facturação não declarada, decerto mais significativa em Portugal do que na Irlanda, os valores nacionais andarão longe do satisfatório.

Foi com espanto que li num jornal diário gratuito uma notícia que referia que determinado país recusava a entrada a imigrantes gordos e que a mesma regra se aplicava a turistas… e espantem, não se trata de um país do terceiro mundo governado por um ditador de trazer por casa ou por um qualquer talibã, trata-se da mui civilizada Nova Zelândia, país exemplar nas áreas do desenvolvimento económico e social, a braços com um aumento preocupante da população de obesos.Vai daí que, inexplicavelmente quer impedir a entrada de mais obesos, nem que sejam temporários, como os turistas.Ocorreu recentemente ali um caso de um inglês contratado que teve de fazer dieta para entrar no país e cuja mulher teve que ficar na Inglaterra por ter a cintura superior aos 88 centímetros estipulados como medida máxima.As medidas máximas para homens são 102 centímetros para a cintura e um Índice de Massa Corporal de 35… o autor destas linhas (eu), mede 108 centímetros na cintura e possui um IMC de 38, daí a sua (minha) indignação.Sabemos que a Nova Zelândia não rejeita negros, amarelos, vermelhos, verdes, às riscas, marcianos, homossexuais, doentes de SIDA, comunistas, capitalistas, socialistas, católicos, budistas, hinduístas, islâmicos, todos são admitidos naquele país… excepto os gordos.Não tenho qualquer rebuço em classificar como imbecil esta lei e como imbecis todos os que nela votaram.Mas como na Nova Zelândia mandam os neozelandeses, apenas resta ao mundo retaliar, e proibir a entrada de neozelandeses gordos nos outros países. Se não querem os nossos gordos, também não queremos os deles, que se não me engano são quase 40% da população daquele país… que eu até gostava de visitar um dia.

Carlos Branco

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Há meia dúzia de anos atrás, um pequeno partido de base popular, conquistou através de eleições o direito a partilhar a governação de um país. Foram cumpridas todas as regras do jogo democrático e nunca houve por parte dos membros desse partido qualquer intenção de tentar instaurar qualquer regime opressor. Os pecados desse partido foram, querer estancar a imigração e pôr em dúvida algumas verdades historicamente estabelecidas. Tudo isto se passou num país na altura com mais de 50 anos de regime democrático bem consolidado. Os restantes países da União Europeia aceitaram mal a presença desse partido no governo do país e cessaram todas as relações bilaterais com ele, votando-o ao ostracismo na esfera das relações internacionais. O partido foi o FPO, na altura com cerca de 42% de votos na Caríntia. O país em questão era a Áustria e o seu líder Joerg Haider foi marginalizado pelos outros políticos europeus. Para quem ainda duvidava, foi comprovado sem equívocos, que a democracia europeia ocidental na verdade não é completamente democrática. Nessa altura envergonhei-me por Portugal estar na linha da frente no ataque à Áustria, ainda mais sabendo que no contexto da distribuição dos fundos estruturais e de coesão europeus, Portugal era (e ainda é) um país beneficiário e a Áustria um país contribuinte.

Mas toda esta história apenas me veio à memória, porque relativamente à cimeira entre a Europa e África que deverá ocorrer em Dezembro surgiu um braço de ferro entre os britânicos e os restantes europeus, em que os primeiros se recusam a participar na cimeira se Robert Mugabe participar. E maioritariamente os políticos europeus estão dispostos a descartar a presença da democrática Inglaterra a favor da presença do sanguinário ditador do Zimbabwe, com o qual vários líderes africanos se solidarizaram. Os europeus não se solidarizaram com a Inglaterra. O trajecto político de Mugabe pode ser resumido em 3 fases principais. Na fase anterior a 1980 combateu contra o regime branco de Ian Smith que governava a então Rodésia. Nessa altura os negros colaboracionistas capturados pelos guerrilheiros de Mugabe nem sempre eram mortos, eram frequentemente mutilados: era mutilado o nariz, a língua ou as orelhas e no caso dos informadores eram cortados os lábios superior e inferior, ficando as maxilas à vista e incapazes de conter a saliva, de come e acabando por morrer à fome. Em 1980 inicia-se a segunda fase. Tomou a governação do país que lhe foi entregue pacificamente, tendo herdado uma situação económica, social e política estável.

Até 1994 Mugabe conteve os seus ímpetos tirânicos, porque o regime de apartheid sul-africano vizinho o impedia de atitudes contra os fazendeiros brancos do Zimbabwe. Nessa altura cerca de 4.000 agricultores de origem inglesa eram a espinha dorsal da economia do país, produzindo alimentos para consumo interno e alimentado inclusivamente a exportação.

Em 1994 o apartheid caiu na África do Sul. A partir daí começou a perseguição interna aos membros da etnia Matabele e a entrega das terras destes aos membros da etnia de Mugabe, os Shona. Mais de 3 milhões de Matabele fugiram para os países vizinhos e algumas dezenas de milhar foram massacrados. A oposição política interna, personalizada em Abel Muzorewa, Sithole e Joshua Nkomo foi perseguida e controlada pelos militares. Mas ao fim de alguns anos a cobiça de Mugabe voltou-se para os fazendeiros brancos e o início do século XXI testemunhou a ocupação das explorações agrícolas, maioritariamente de ingleses. Foram mortos agricultores de origem inglesa e muitas mulheres violadas. Surgiu então o estado de tensão diplomática entre a Grã-Bretanha e o Zimbabwe. Foram queimadas sementeiras e uma populaça sem preparação tomou conta das propriedades. O resultado ainda hoje se faz sentir: o Zimbabwe, antes auto-suficiente em matéria alimentar, exportador até, enfrenta hoje a fome, que atinge um terço da sua população, cerca de 4 milhões de pessoas. A economia colapsou e tem tido sucessivamente a maior taxa de inflação do mundo.

Não conseguimos pois compreender que uma Europa que se mostrou tão veementemente condenatória pelo resultado de um processo democrático ocorrido num dos seus membros e se mostre tão subserviente em relação a líderes políticos comprovadamente violadores dos Direitos Humanos…

Carlos Branco

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Será que a velha Inglaterra, sobrevivente e vencedora de inúmeras guerras e invasões por parte de saxões, vikings, normandos, romanos, franceses, espanhóis, irá sucumbir à invasão “pacífica” de milhões de imigrantes?

Mais uma vez, da leitura do JN, mais concretamente da sua edição de 27 de Agosto último ressaltam, a meu ver, duas notícias que, devido ao seu teor “politicamente pouco correcto” deverão ser dentro de algum tempo banidas pela nova Censura, a censura do “politicamente correcto”.

Numa delas, referente à Bélgica, são citadas as palavras de uma emigrante portuguesa naquele país há 10 anos. Maria de Fátima Lobo refere: “o problema são esses novos imigrantes que vêm de Marrocos e dos países islâmicos. Recebem o subsídio de desemprego e, se for preciso, casa e comida e só sabem fazer mal às pessoas. Depois os outros (refere-se aos belgas) perdem a confiança no resto dos imigrantes”. Citamos as palavras da nossa compatriota e não vamos sequer tecer considerações. Fica ao critério do leitor estabelecer paralelos com outros casos que ocorrem por toda a Europa e até neste jardim à beira mar plantado…

O segundo caso, o britânico, é já uma situação preocupante, talvez mesmo desesperada. O título da notícia é: Falta de segurança e Imigração na base do êxodo de britânicos. Esta notícia é elaborada com base em estudos recentes do movimento demográfico na Grã-Bretanha, nomeadamente ao período de Julho de 2005 a Julho de 2006. Ali se refere que 196.000 ingleses abandonaram o seu país com destino à Austrália, Espanha, Estados Unidos, Nova Zelândia e França.
Nesse mesmo período, 240.000 londrinos abandonaram a capital e foram viver para zonas rurais. Entretanto 189.000 imigrantes abandonaram o país enquanto que 574.000 entraram, ou seja, a população imigrante aumentou em cerca de 400.000. Outro facto revelado na notícia, refere que 20% das crianças nascidas na Grã-Bretanha em 2001 eram filhas de pais estrangeiros, número que aumentou em 2005 para 25%.

Até aqui limitámo-nos a citar dados referidos no tablóide, cujo pendor político torna insuspeito.

Será que a velha Albion, das Lendas e da História, do Rei Artur e de Robin dos Bosques, de Churchill e de Montgomery, de Shakespeare e de Leighton, berço de grandes génios e de grandes guerreiros, está condenada a desaparecer submergida por uma onda de imigrantes de outras culturas?

Sabemos que a cultura e a força europeias se sustentam em três pilares, que são a Alemanha, a França e a Inglaterra. A França deu já sinais da sua fraqueza ao consentir os distúrbios que a abalaram recentemente, posta a ferro e fogo por imigrantes maioritariamente islâmicos. A Inglaterra está a ceder paulatinamente, e apenas uma improvável reviravolta política poderá reverter a situação. A Alemanha, presa a complexos de culpa em relação aos estrangeiros que herdou da Segunda Guerra Mundial, dificilmente irá reagir sozinha.

Será uma batalha perdida? Será que os nossos filhos e os nossos netos irão viver sob o jugo islâmico?

O fenómeno migratório inglês é semelhante ao que ocorreu na última década nos Estados Unidos, e que foi designado por White flight. Este fluxo migratório consistiu no abandono pelas populações anglo-saxónicas e outros caucasianos das grandes cidades, que foram entretanto sendo ocupadas pelos afro-americanos, asiáticos, latinos e árabes. O White flight levou a que milhões de americanos brancos vivessem longe das grandes cidades e apenas fossem ali para trabalhar.

Mas o caso americano apenas é aqui citado como comparação académica ao inglês, porque os Estados Unidos são o ex-libris do jus solis, já que à excepção dos índios, os verdadeiros herdeiros daquele território, todos os outros americanos têm direitos iguais à cidadania, independentemente de serem afro-americanos, caucasianos, latinos, árabes ou asiáticos.

E nós, aqui na Europa? Seremos um dia como os índios, minoritários na nossa própria terra, às ordens das culturas alienígenas que nos estão a dominar lentamente e a caminho de superar-nos em número em poucas décadas? Pensem nisto… Pensem nos vossos filhos e no que os espera.

Carlos Branco

É por toda a gente aceite que os Estados Unidos são hoje a maior potência militar do Mundo. Este facto deve-se à opção tomada pelos sucessivos governos americanos, que têm apostado sempre na valorização da componente bélica em desfavor dos benefícios sociais à população.
O Estado americano libertou-se dos encargos sociais, tendo entregue quase por completo à iniciativa privada quer o sistema de saúde quer o sistema de ensino.
Ao libertarem-se de responsabilidades financeiras na área social, os EUA dedicam quase todo o seu esforço à indústria de armamento, nas suas vertentes de fabrico, comercialização e utilização no terreno, “fabricando” guerras quando é necessário dinamizar o sistema.
Para se fazer uma ideia dos valores em causa, veja-se o seguinte quadro, com as despesas em dólares com as forças armadas previstas para 2007:

Estados Unidos - 532.800.000.000$ - População – 300.000.000
NATO Europa - 292.276.309.000$ - População – 500.000.000
China - 45.500.000.000$ - População 1.300.000.000
Rússia - 32.400.000.000$ - População – 120.000.000

Apesar do desequilíbrio brutal provocado pela despesa militar dos EUA, que equivale quase a metade de toda a despesa mundial, o conjunto dos países europeus produz armamento de todos os tipos ao nível do melhor que se produz na América, desde aviões de combate a mísseis, de navios de guerra a carros de combate. No entanto, os constrangimentos de ordem financeira impostos pela política Social da maioria dos Estados europeus, levam a que o próprio mercado interno europeu não seja suficiente para manter essa indústria a um nível de produção que leve a preços de produção competitivos, especialmente na área da aeronáutica. Daí que na generalidade dos aviões de combate produzidos na Europa não consigam competir com a indústria americana. Apenas na área dos carros de combate, mísseis, armas ligeiras e navios de guerra a indústria europeia seja competitiva. No entanto, mesmo nessa área, o governo americano utiliza o seu sistema de escutas em todo o mundo para interceptar negociações e fornecer dados aos seus fabricantes, que ultrapassam os europeus, antecipando-se com propostas sem concorrência.
Para uma melhor apreciação e conhecimento dos visitantes do nosso sítio, o MPP vai a partir de agora apresentar quinzenalmente um exemplar da indústria de guerra Europeia, com imagens, dados técnicos, unidades produzidas e vendas.

Defesa Anti-mssil

Desde o desmantelamento do império soviético, a OTAN perdeu a sua razão de existir enquanto salvaguarda do mundo livre relativamente ao perigo vermelho de leste. O fim daquele enquadramento geopolítico levou a que os propósitos originais da OTAN fossem ultrapassados, passando esta organização a afigurar-se cada vez mais como um pilar das forças americanas na Europa.

Com efeito, há décadas que estão estacionados dezenas de milhar de militares americanos, principalmente em países como Itália, Alemanha, Espanha e Reino Unido, onde estão também colocados importantes arsenais que incluem armas nucleares a conviver paredes-meias com os cidadãos desses países.

Mas um novo episódio deve alertar-nos mais ainda relativamente à excessiva presença militar norte-americana em solo europeu. Com a sobranceria típica de uma potência imperialista, os Estados Unidos estão a negociar directamente com o governo polaco a instalação de 4 a 5 plataformas de sistemas anti-míssil e com o governo checo a instalação de um sistema de radares para detecção e condução de intercepção.

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O Movimento Pró-Pátria

Fundado em meados de 2006 na cidade do Porto, o Movimento Pró-Pátria é um movimento político que surge da necessidade de uma nova plataforma associativa inteiramente interessada e dedicada à defesa de Portugal numa perspectiva abnegada e patriótica. Depois de uma primeira fase de fundação que se quis serena, o MPP, como movimento ambicioso e confiante que é, pretende mostrar-se aos portugueses, crescer e consolidar. Queremos ser uma referência na sociedade e uma influência positiva na política em Portugal! Junta-te a nós!

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