O texto que se reproduz a seguir foi-me enviado por um professor e tudo que nele se diz é verdadeiro e sentido. Durante os 10 anos em que estive ligado ao movimento associativo de Pais pude comprová-lo, assim como pude comprovar a perda da dinâmica reivindicativa da CONFAP quando esta caiu na esfera e nos interesses do Poder instituído, deixando caminho livre à tirania do Sistema.
Carlos Branco

Eis um espaço que o Movimento Pró-Pátria me disponibilizou, para livremente expressar a minha opinião acerca do estado da Educação em Portugal. Livremente, ao contrário do que hoje sucede nas Escolas e nas ruas, quando um professor se tenta exprimir.

De facto, desde as gentis visitas da PSP às escolas, a identificação de muitos companheiros na rua ao efectuarem as vigílias, a retenção de vinte e um autocarros na A1, quando rumavam para a “Marcha da Indignação” em Lisboa, passando pelas pressões quotidianas exercidas nos locais de trabalho até ao dia de hoje -08/Março/2008-de tudo um pouco aconteceu. E vai acontecer…

Talvez, tudo comece por uma atitude de quem nos governa, e recordo que governar é procurar o bem comum da “res publica”. Claramente, desde a fundação da nacionalidade já tivemos governos bons, assim-assim e maus. Houve combates ideológicos, houve actos heróicos e actos cobardes. Porém, creio ou induziram-me a crer, que hoje pela primeira vez se governa por e com ódio aos cidadãos. Principalmente, se o cidadão deste país for honesto, cumpridor, activo, produtivo e estupidamente pacífico.

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Está confirmado, facto que nunca pensámos que acontecesse, que cem mil professores - 100.000 - numa classe de cento e quarenta mil, marcharam em Lisboa. Todos comunistas? Todos atrasados mentais ou doidinhos? Bando de irresponsáveis? Sinceramente e apesar da campanha difamatória junto do povo, os professores não são nenhuns canastrões. São cidadãos como os outros, normais, pais e mães. Gente vulgar, ao contrário dos protegidos pelo novo Código Penal.

Mas alguém tem ainda alguma dúvida, que o sistema de ensino público se não desabou de vez, é porque está seguro por fios pelos professores, autênticos missionários numa profissão cada vez mais ingrata? Gestão Escolar com professores subalternizados, Estatuto do Aluno [lei nº3/2008] que apontam vias nada recomendáveis, para quem deseja uma juventude sã e impregnada de valores, responsável pelos destinos do país a curto prazo.

Finalmente o Decreto Regulamentar 2/2008, sobre a avaliação. O mesmo que foi rejeitado profundamente pelos professores, o decreto, não a avaliação que sempre se fez! Muito já se disse sobre este tema, incluindo pessoas doutas, mesmo da área socialista. Mas gostaria de recordar que se há alguém treinado para avaliar, está na Inspecção-Geral de Educação. Sempre fui avaliado, corrigido, aperfeiçoado, ensinado, ajudado e incentivado por excelentes homens e mulheres da IGE. E muito aprendi com eles; grandes mestres a quem reconheço capacidade e honestidade para fazerem um trabalho bem feito! No entanto, foram postos de lado, de forma inacreditável. Quando tudo deveria passar por estes verdadeiros profissionais. A IGE, através de um dos seus membros, afirmou que esta avaliação era impossível de levar à prática e estava malfeita.

A violência escolar campeia por aí, sem rei nem roque. O único cidadão e com peso institucional que alertou e tomou medidas (não, não foi a srª ministra…) foi o actual Procurador-Geral da República, Dr. Fernando José Matos Pinto Monteiro. Outras matérias graves decorrem e ocorrem no quotidiano das escolas!

A tudo a sra ministra disse: -Perdi os professores, ganhei o país! Não creio! Perdeu os professores, já perdeu o país. O trágico, perderam os meus alunos a quem amo como filhos da minha carne, ossos dos meus ossos! E os pais são testemunhas. É só perguntar…!

J.M. - um dos 140.000 “professorzecos” de Portugal (Maria de Lurdes Rodrigues dixit)

Na passada Quarta-Feira o Movimento Pró-Pátria iniciou, na cidade do Porto, a distribuição de cerca de dois mil panfletos, de um total de dez mil. Estes mesmos panfletos foram distribuídos com o objectivo de despertar a consciência nacionalista e o dever de responsabilidade nos jovens portugueses.

Tendo em vista um futuro que preserve a identidade nacional e fomente um país mais estável, justo e seguro para o seu povo, evidenciando o papel vital que as camadas mais novas e a sua educação assumem no futuro da sociedade, as próximas acções de distribuição de panfletos realizar-se-ão junto das universidades.

Notícia sobre a distribuição dos panfletos no jornal “Público”.

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A ofensiva do governo de Sócrates contra os professores do ensino público é apenas a última e mais desastradamente visível manobra dos governos do Bloco Central, PSD e PS, com vista à descredibilização e destruição da Função Pública.
O MPP apoia e congratula os professores pela coragem que estão a demonstrar ao organizarem sucessivas manifestações contra a degradação das condições de trabalho da sua classe profissional. O seu exemplo deveria ser seguido por toda a Função Pública e pela imensa maioria dos Portugueses, que embora discordando do processo político em curso, se mantém comodamente em casa, à espera que outros se arrisquem na contestação.

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É a tão comum falta de solidariedade que divide o Povo perante o poder instituído. Uma das medidas mais desastrosas teve origem no ministério de David Justino, Ministro da Educação do PSD de 2002 a 2004, com a criação dos agrupamentos escolares e o lançamento das bases para a autonomia das escolas. Já nessa altura se estava a preparar a grande ofensiva contra a Função Pública. Os Agrupamentos escolares, foram um verdadeiro desastre e uma grande dor de cabeça para as escolas sede de agrupamento. Ao transferirem para os agrupamentos serviços e responsabilidades que eram do ministério, houve uma sobrecarga de trabalho nas escolas, sem o aumento necessário no número de funcionários, ao mesmo tempo que no ME passavam a “sobrar” funcionários. PSD e PS teem desenvolvido políticas de desestabilização do sector público de modo a deteriorar a prestação de serviços.Em vez de reestruturarem efectivamente os serviços para melhor servir os cidadãos, o Bloco Central tem estado paulatinamente a entregar à exploração de privados as funções que deveriam ser desempenhadas pelo Estado dado o seu cariz Social. As actividades mais lucrativas que estavam nas mãos do Estado foram entregues aos “boys”, em vez de se manterem no Estado com o fim de compensar as actividades não lucrativas de puro apoio às populações. O Estado viu-se em poucos anos apenas no controle de instituições maioritariamente deficitárias. É obsceno o modo como este governo fecha hospitais, maternidades, urgências e SAPs, ao mesmo tempo que concede licenças para a abertura de unidades de saúde privadas que vão desempenhar as funções das unidades fechadas.É igualmente obsceno o fecho de escolas com base exclusiva em critérios economicistas. A falta de estabilidade criada nos estabelecimentos de ensino públicos tem como fim a degradação destes de modo a levar os pais com algumas posses a transferir os filhos para escolas privadas.Toda esta ofensiva contra o sector público tem o apoio de uma grande parte da população, que acredita que os grandes culpados do estado a que chegaram as contas públicas são os funcionários públicos. Pura demagogia vomitada por Sócrates e seus sicários. Portugal não tem funcionários públicos a mais, é mesmo de entre os países europeus um dos últimos, como podemos ver na tabela a seguir, onde se mostra a percentagem destes na população activa segundo dados de 2004:

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O problema português deve-se ao tipo de economia nacional, em que o sector de serviços (terciário) é excessivo em relação ao sector produtivo (secundário e primário). Fosse Portugal uma economia e uma sociedade equilibradas e a Função Pública encaixaria sem problemas mais 150 mil funcionários.Mas teria que haver uma política fiscal mais rigorosa e uma racionalização drástica dos salários, que ao nível das administrações, direcções e acessorias atingem níveis incomportáveis para um país como o nosso, ultrapassando os valores pagos nos países ricos…

No passado Sábado, dia 16 de Fevereiro, uma pequena delegação do MPP juntamente com alguns membros da A.N.(A.) marcaram presença na manifestação contra a demolição do Bolhão.

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Embora este não seja um tema prioritário no actual momento político, o facto de estarmos a celebrar neste ano o centenário do regicídio e dentro de dois anos a implantação da república, leva-nos a perguntarmos-nos que vantagens trouxe a república a Portugal e aos países que optaram por esse tipo de regime institucional: nenhumas.Senão vejamos: são monarquias países como a Noruega, Suécia, Dinamarca, Holanda, Bélgica e Luxemburgo, que encabeçam a lista dos países mais prósperos na Europa, e mesmo fora dela, a Nova Zelândia, Austrália e Canadá são súbditos de Sua Majestade a Rainha de Inglaterra. Mas também países prósperos como a Finlândia, a Áustria, a Suíça, a Islândia e a Alemanha são repúblicas.Ficam portanto para a opção por um dos sistemas dois tipos de razões: as emocionais e as económicas.Emocionalmente, e afirmo-o como opinião pessoal, a Monarquia é o regime institucional mais natural, mais instintivo nos povos, e os seus detractores evocam sempre a possibilidade de o monarca não possuir as qualidades necessárias para cumprir a sua missão. Existem sempre soluções institucionais para contornar estas situações, que já surgiram no passado.De qualquer modo, penso que alguém que é educado desde muito cedo para servir a Nação como monarca, o fará com mais isenção e tranquilidade do que um político que faz o seu caminho a pulso até atingir o topo da hierarquia e que nesse percurso irá sempre criando relações de gratidão ou de dependência, impeditivas de uma postura verdadeiramente independente.

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O regicídio

E incrivelmente a queda da monarquia iniciou-se com o assassinato ignominioso de um dos mais completos monarcas que Portugal teve: prestigiado a nível internacional, D. Carlos possuía profundos conhecimentos científicos nas áreas da Oceanografia e da Ornitologia e a sua sensibilidade artística produziu pinturas e desenhos de excelente qualidade. Foi um rei interventivo pela positiva, e lançou as bases de uma verdadeira democracia institucional, não perseguindo os seus inimigos políticos.

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Aguarelas de D.Carlos

O seu assassínio deveu-se unicamente ao ódio irracional instigado pela maçonaria numa franja política marginal da sociedade, que embora pequena estava organizada e soube aproveitar a instabilidade gerada pelo regicídio para crescer durante o curto reinado de D. Manuel II, um rei justo e bom, mas fraco gestor de conflitos e presa fácil para os republicanos.E diga-se em abono da verdade, qualquer monarca será capaz de desempenhar o papel hoje atribuído ao presidente da república, com a vantagem de ser independente relativamente ao leque partidário, portanto mais isento.Claro que uma alteração de regime teria que partir de uma vaga de fundo de base popular, que levasse uma petição à Assembleia da República, que numa monarquia seria denominada simplesmente como Parlamento ou Assembleia Nacional.Em termos financeiros está fora de questão, é evidente, uma monarquia “à inglesa”, cujos gastos sumptuários seriam incomportáveis e inaceitáveis, mas sim uma monarquia discreta como sucede aqui ao lado, em Espanha ou nos outros países atrás mencionados.Pensamos que entre os custos de uma república, com as suas eleições presidenciais, com as mordomias vitalícias dos ex-presidentes e as despesas correntes do exercício da Presidência e do seu séquito ou uma monarquia discreta, a monarquia poderá ser menos onerosa para as contas do Estado.Não poderíamos deixar de referir a triste figura e a pequenez do ministro da defesa e deste governo de inspiração maçónico-republicana ao proibir a fanfarra do Exército de participar na homenagem a D.Carlos.Esquecem-se que as Forças Armadas não existem para defender a república mas sim a Nação e para todos os efeitos D.Carlos foi Chefe de Estado de Portugal, e nunca as correntes de opinião pró-monárquicas defenderam posições antidemocráticas, pelo que não se justifica a falta de “fair-play” de Nuno Severiano Teixeira.

Carlos Branco

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Afinal há quem tenha medo de Salazar! Assim o demonstra o acto de vandalismo de que foi vítima o seu túmulo no cemitério do Vimieiro, em que um energúmeno destruiu o retrato do ditador. Actos deste tipo, sejam contra cemitérios cristãos ou hebraicos só podem ser perpetrados por dois tipos de pessoas: atrasados mentais, que não sabem o que fazem, ou cobardes que só demonstram coragem contra quem não pode ripostar. Mas fica-nos a ideia de que há quem receie que Salazar ressuscite…E consta que não falta quem o desejasse…ouve-se aqui e ali…

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O tratado de Schengen aboliu as fronteiras políticas em quase todo o espaço Europeu e determinou a livre circulação de pessoas e bens entre países. Antes dele, já um pacto Ibérico permitia a livre circulação de pessoas e viaturas entre Portugal e Espanha. Não conseguimos pois perceber em que se baseia a Brigada Fiscal para multar os condutores galegos que se fazem transportar em viaturas de matrícula espanhola para trabalhar no Norte de Portugal, sendo as principais vítimas profissionais de saúde que prestam um serviço necessário e útil em certas zonas do país. O que é facto, é que não sendo residentes em Portugal, apenas para aqui se deslocando em serviço, não há qualquer justificação para a actuação da Brigada Fiscal. Não queremos crer que se trate de xenofobia, mas sim de pura estupidez…Será que em retaliação vamos começar a ser multados quando nos deslocarmos a Espanha em viaturas com matrícula portuguesa?

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A utopia: existiam países em que por ocorrências extraordinárias surgiram situações graves de falta de mão-de-obra, enquanto que noutros a evolução demográfica natural a gerou em excesso.Imediatamente a seguir à Segunda Guerra Mundial, vários países europeus debateram-se com graves carências de braços para trabalhar, resultantes das mortes sofridas durante a guerra: mais de 6 milhões de mortos na Alemanha, meio milhão de franceses, 200 mil holandeses e cerca de 100 mil belgas pereceram no conflito. Além das baixas de guerra, durante os seis anos da sua duração as famílias desestabilizadas evitaram procriar, criando uma lacuna demográfica. Entretanto os países mediterrânicos, Portugal e uma Espanha entretanto já recuperada da guerra civil, detentores de altas taxas de fecundidade, produziam excesso de mão-de-obra que estes países não eram capazes de empregar. Deu-se então um fluxo migratório natural para Norte, que foi compensar as perdas humanas da guerra, ao mesmo tempo que compensava a falta de trabalho nos países de origem. Nessa altura os imigrantes nesses países de acolhimento foram essenciais para a recuperação das suas economias. Em geral humildes, trabalhadores sacrificados e respeitadores, acabaram por se integrar sem choques, dignificando os seus países de origem. A utopia foi tornada realidade…
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A realidade que foi utopia: existiam países economicamente prósperos, demograficamente equilibrados, socialmente estáveis, com taxas de desemprego residuais. Sendo economicamente prósperos, ofereciam bons salários e direitos sociais atractivos. Este ambiente de prosperidade atraiu povos de outros países socialmente instáveis, devastados pela guerra, pela miséria económica e social e pelo desemprego. Esses povos migraram para os países prósperos, oferecendo mão-de-obra mais barata que a dos povos de acolhimento e do que as primeiras vagas migratórias. Os empregadores desses países começaram lentamente a preferir os recém chegados e a empurrar para o desemprego os seus próprios cidadãos. Esta nova vaga de migrantes foi claramente superior à capacidade de encaixe dos países de acolhimento, gerando-se desemprego também entre imigrantes e degradação das suas condições sociais. O excesso de desemprego e não o envelhecimento das populações encaminharam os Estados Sociais para o colapso. A deterioração social levou à sublevação dos imigrantes, que na maioria nunca se tinham integrado e pelo seu elevado número (5 milhões de magrebinos na França) viviam já em verdadeiras ilhas islâmicas em plena Europa. Filhos de uma cultura híbrida, perdidos entre a tradição islâmica e a ilusão europeia, apareceram milhões de desenraizados, sem valores de qualquer civilização, condenados até por muçulmanos integrados. A sensação de impunidade e o conhecimento de que os polícias não podiam usar a força para os reprimir sob a pena de serem disciplinarmente punidos, levou a que essas populações então chamadas “escumalha” por Sarkozy semeassem o terror por toda a França, assaltando, destruindo, incendiando, agredindo, violando e mesmo matando. Estas ondas de violência ocorreram mais vezes do que os órgãos de informação noticiaram, e além da França, também na Suíça, na Dinamarca, na Inglaterra, na Alemanha e em menor escala na Espanha.Esta é a realidade cruel de uma Europa que não consegue compreender que aqueles que acolheu nas suas próprias pátrias as queiram levar ao caos.

E enquanto o “politicamente correcto” continuar a ser lei, a Europa não terá como sair desta encruzilhada…

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 Temos a certeza de que mesmo entre os apoiantes da Esquerda política haverá quem honestamente concorde que Salazar foi em dada altura o Homem certo no lugar certo. Ninguém lhe conseguirá jamais apontar casos de aproveitamento próprio ou de corrupção e compadrio como os que ocorrem quotidianamente de há três décadas para cá.Temos igualmente a certeza de que mesmo entre os mais fervorosos admiradores de Salazar a maior parte tem a consciência de que é inviável a implantação de um regime como o do Estado Novo nos dias de hoje.E o motivo mais forte: sem Salazar não há salazarismo, e que nos pareça não estão criadas as condições sequer para que apareça um futuro ditador para Portugal.Essa hipótese é apenas um fantasma agitado pelo Sistema para manter no seu canto os Nacionalistas e impedir as pessoas de se aperceberem da benignidade que o Nacionalismo civilizado pode representar para a Nação.

Gostaríamos de relembrar às pessoas aquilo que a maior parte delas sabe: quando Salazar perseguiu e prendeu membros do PCP, fê-lo numa altura em que esses mesmos opositores do regime lutavam pela implantação de um outro regime ditatorial, o comunismo, e apoiados por uma potência estrangeira igualmente apoiada na mais sangrenta ditadura de que há memória, a União Soviética. Por outro lado esses mesmos opositores do regime forneciam informações de cariz militar aos inimigos políticos de Portugal e da Aliança Atlântica, para além de em mais do que uma circunstância terem ultrajado símbolos nacionais.Eram, para todos os efeitos, traidores.Gostaríamos igualmente de relembrar que quando Salazar assumiu os destinos de Portugal e durante os primeiros quase quarenta anos da sua governação, as ditaduras eram, mesmo na Europa, regimes aceites como normais, de tal modo que Portugal foi sem quaisquer obstáculos membro fundador e de pleno direito da OTAN/NATO em 1949 e da EFTA (European Free Trade Association), em 1960, juntamente com o Reino Unido, Suíça, Áustria. Islândia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia, todos eles países intransigentes em matéria de direitos humanos.Pensamos que o principal defeito de Salazar terá sido o de não ter previsto a sua própria sucessão uma dezena de anos antes de morrer e de não ter preparado o regime para uma transição controlada para o sistema democrático, o qual iria fatalmente implantar-se em Portugal, seria sempre algo incontornável num país Europeu no fim do século XX.

Não se pense que estamos aqui a defender para hoje um regime salazarista ou de filosofia ditatorial. É nosso desejo encontrar para Portugal e para os Portugueses soluções que tornem melhores as suas vidas, em suma, soluções para que o maior número possível de Portugueses viva feliz, com emprego estável, casa, automóvel, a despensa confortavelmente fornecida, assistência na Saúde e Ensino tendencialmente gratuitos, como defende a Constituição da República.Não nos passa pela cabeça apoiar ou ambicionar a implantação de um regime que limite uma série de liberdades a que as pessoas se habituaram. Não queremos restaurar a censura na imprensa, no cinema, no teatro. Não queremos restringir o direito de reunião, de associação ou de opinião. Está fora de questão o apelo à implantação deste tipo de restrições, até porque isso teria como resultado a ruptura da ordem social e da relativa estabilidade em que vivemos.Apoiamos sim, um Estado forte, apoiado num governo legítimo e honesto, que governe e que não “se governe”, que ofereça aos seus cidadãos segurança e bem estar em todas as suas vertentes.Nós, os Nacionalistas, não estamos agarrados a preconceitos “politicamente correctos” e temos as soluções: venham ter connosco, perguntem-nos!

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A Cimeira de chefes de estado promovida por Lisboa entre a União Europeia e a União Africana, foi mais uma manifestação do folclore político em que são pródigos os nossos dirigentes.A prova é que em sete anos que se seguiram à última iniciativa similar, ocorrida no Cairo também por iniciativa de Portugal, nada se fez.Em teoria, uma cimeira deste tipo deveria ter como objectivo o estabelecimento de protocolos de colaboração económica. Sendo a economia europeia fortemente baseada na transformação e a economia africana basicamente fornecedora de matérias-primas, ambas as partes teriam a ganhar em negociações sérias e sem preconceitos.E a Europa deverá envidar esforços sinceros no sentido de ajudar os países a sul do Saara a travar o avanço do deserto, deverá auxiliar toda a África a tornar-se autónoma em termos alimentares, ajudando a implementar reformas agrícolas que, tal como já aconteceu no Zimbabwe, tornem as nações africanas exportadoras nessa área, em vez de dependerem da ajuda internacional. Neste campo, no que diz respeito ao Sahel, a Espanha tem experiência útil na área da exploração agrícola em regiões de stress hídrico, pois está há muitos anos confrontada com a necessidade de gerir criteriosamente a água.A agenda deveria incluir um forte dossier sobre migrações, já que a África “despeja” milhares de clandestinos diariamente no Sul da Europa, que já não tem qualquer contribuição positiva para a Economia e para a Sociedade europeias.Na verdade a discussão focalizou-se no facto de muitos dirigentes africanos não aplicarem nos seus países as regras da democracia, e mais uma vez vemos os doutos políticos da nossa praça a querer interferir nos assuntos internos dos países africanos, a quem querem impor o modelo democrático europeu.Tanto quanto nos temos apercebido no decurso da História, o sistema democrático impõe-se naturalmente ou através de revoluções, quase sempre fruto da génese política interna de cada país. Foram os portugueses que fizeram o 25 de Abril (bem ou mal, conforme a perspectiva), foram os moçambicanos e os cabo-verdianos que atingiram internamente a maturidade e estabilidade políticas, foram os espanhóis, guiados pelo próprio Franco, que deram lugar ao regime democrático, tal como aconteceu com os gregos, os romenos, os chilenos, os brasileiros ou os argentinos.As intervenções externas degeneram normalmente em conflitos de difícil solução, como ocorre nos Balcãs ou no Médio Oriente.Já estávamos a antever o desfecho mais provável desta cimeira, que Sócrates exibiu como mais um troféu da sua governação.“Porreiro, pá!” mais uma vez, e o bloco central em sintonia.Os países europeus, pressionados pelos seus complexos de ex-potências coloniais e pelo seu passado esclavagista querem “lavar” a sua consciência, encaminhando mais uns milhares de milhões de euros de ajudas.A Líbia e a Argélia negociaram protocolos na área da energia, Marrocos trouxe um dossier sobre pescas e indústria conserveira e talvez a Tunísia e o Egipto algo na área do turismo.Muitas foram as negociações bilaterais à margem da cimeira, cujos cadernos de encargos jamais serão tornados públicos.Os líderes africanos irão receber ajudas, afirmando sempre à boca pequena que a Europa não faz mais que a sua obrigação e não tem o direito de ingerência nos seus assuntos internos.E como é habitual, as ajudas financeiras irão “engordar” as fortunas pessoais de muitos líderes africanos.Como alguns estarão lembrados, quando da destituição de Mobutu da liderança do Zaire, calculou-se que a sua fortuna seria suficiente para cobrir a dívida externa do país…Diz-nos a experiência e o bom senso, que uma cimeira de tão curta duração e envolvendo chefes de estado e representantes de cerca de 80 países nunca gera medidas eficazes. Sabemos que é complicado gerir uma reunião entre uma dezena de participantes mesmo com figuras de vários níveis, não imaginamos o que será um plenário de chefes de estado e representantes da alto nível. Muitos destes chefes de estado vieram apenas em passeio, outros apenas para marcar uma posição, e a maior parte de entre eles entrou mudo e saiu calado relativamente à questão Europa/África.Se realmente se quiserem organizar cimeiras com resultados práticos para os dois continentes, estas deverão comportar representantes a nível ministerial da UE e da UA que debatam as questões com tempo.Mas é por demais evidente que as negociações bilaterais entre membros da UE e da UA vão continuar, como comprovam os protocolos assinados entre Sarkozy e Kadafi em França imediatamente a seguir à cimeira.Esperamos enganar-nos, que algo de útil e não uma mão cheia de nada saia desta cimeira, porque se o nosso augúrio se cumprir e até à próxima cimeira daqui a “x” anos nada se passar, nem a Europa nem África ganharão…

Carlos Branco

O Movimento Pró-Pátria

Fundado em meados de 2006 na cidade do Porto, o Movimento Pró-Pátria é um movimento político que surge da necessidade de uma nova plataforma associativa inteiramente interessada e dedicada à defesa de Portugal numa perspectiva abnegada e patriótica. Depois de uma primeira fase de fundação que se quis serena, o MPP, como movimento ambicioso e confiante que é, pretende mostrar-se aos portugueses, crescer e consolidar. Queremos ser uma referência na sociedade e uma influência positiva na política em Portugal! Junta-te a nós!

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